ESPECIAL: Times fazem peregrinação nas oitavas de final da Série D

Mesmo regionalizada, Série D terá confrontos com times que estão a quase 4 mil quilômetros de distância

Apesar de tentar elaborar uma tabela regionalizada, colocando os times mais próximos para se enfrentar, a Série D terá confrontos que colocam frente a frente times separados por até 4 mil quilômetros de distância.

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Campinas, SP, 27 (AFI) – As oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro começam nesse final de semana e vão movimentar os 16 times classificados em longas viagens. Apesar de tentar elaborar uma tabela regionalizada, colocando os times mais próximos para se enfrentar, a fase de mata-mata coloca frente à frente times que estão a aproximadamente 4 mil quilômetros de distância.

A maior distância entre todos os confronto é entre Salgueiro e Nacional-AM. Além de estarem envolvidos com a disputa da Copa do Brasil com viagens ainda mais longas, já que enfrentam Internacional e Vasco da Gama, respectivamente, os dois times estão separados por 3.996 km, o que equivale a uma viagem de 44 horas de carro que passa por Pernambuco, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

Plácido de Castro e Gurupi também foram prejudicados. Os dois times terão de enfrentar um trajeto de 2.961km, o que equivale a aproximadamente 33 horas de carro. Ao todo, esse trajeto atravessa quatro estados brasileiros, saindo do Acre e passando por Rondônia, Mato Grosso e Tocantins.

E não são apenas os times do Norte e Nordeste que terão que percorrer longas distâncias. Resende e Mixto enfrentaram 1.769km para chegar ao estádio adversário, atravessado praticamente todo o Estado de São Paulo, além de parte do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

O menor percurso está no confronto entre Central e Botafogo-PB. De Caruaru a João Pessoa são 268km, ou uma viagem de quase três horas de carro.

São Luís é logo ali
Um dos mais prejudicados ao longo de toda a competição, o Gurupi terá mais uma viagem exaustiva nas oitavas de final, até Rio Branco no Acre. A programação do clube tocantinense prevê uma viagem de ônibus de Gurupi até Palmas, seguida por dois voos, de Palmas para Brasília e de Brasília para Rio Branco. Ao todo serão mais de 12 horas para chegar à Arena da Floresta.

O técnico do time tocantinense, Glauber Souza, afirmou que esse tipo de viagem pode prejudicar o time, mas que não tem outra opção se não se programar e fazer o possível para não deixar que os jogadores sintam o cansaço do trajeto.

“Desde a primeira fase tivemos viagens desgastantes. Temos que viajar com antecedência, ficar em hotéis e qualidade como estamos fazendo, mas mesmo assim há um desgaste. Estamos tentando amenizar e não vai ser diferente dessa vez”, explicou o técnico em entrevista ao Portal Futebol Interior.

Glauber lembrou também as outra viagens da primeira fase, quando o Gurupi enfrentou Salgueiro-PE, Paranahyba-PI e Ypiranga-AP.

“O jogo mais próximo que tivemos foi em São Luís, mas ainda é uma viagem de 12 horas. Chegamos a pegar viagens de até 18 e 19 horas. Mas temos que passar por isso para alcançar nosso objetivo que é a classificação para a Série C. Se conseguirmos o acesso, facilita muito mais”, conclui com otimismo.