Blog do Ari: Jorginho afaga até boleiros da Ponte Preta que foram mal

Pontepretano pode até comemorar, mas o time voltou a decepcionar

0002048100372 img

Parece que o treinador Jorginho, recém-chegado à Ponte Preta, detectou que o melhor remédio para curar a ‘enfermidade’ de seu time, inicialmente, é a tentativa de levantar o astral de cada boleiro, massageando o respectivo ego.

Só isso pra se entender fartos e injustificáveis elogios aos seus comandados após o empate sem gols com o Criciúma na noite desta terça-feira, em Campinas, resultado que representou a classificação de sua equipe à fase internacional da Copa Sul-Americana.

0002048100372 img

Evidente que para o torcedor pontepretano foi motivo de júbilo a garantia da vaga na competição, um fato inédito na história do clube.

Quanto a Jorginho, não fosse a estratégia de criar clima de positivismo em seu novo grupo, jamais diria que o lateral-direito Régis ‘foi demais’. Pior foram os representantes da Conmebol no Estádio Moisés Lucarelli que elegeram o jogador como o melhor em campo.

Vejam que poucos conhecem a posição como Jorginho, tricampeão mundial como lateral-direito pela Seleção Brasileira em 1994, período em que dificilmente errava passes, entrava em diagonal e preferia o passe ao cruzamento, virtudes jamais vistas no futebol de Régis nesta terça-feira.

A rigor, Régis acertou um cruzamento de cerca de uma dezena ao longo da partida. E também errou passes em abundância, uma situação partilhada pela maioria dos companheiros.

0002048100375 img

RILDO E WILLIAM

Cá pra nós: como o pontepretano realista pode ter ficado satisfeito com o futebol de seu time sabendo que sem Rildo e William o ataque inexiste?

Não exagera quem citar que a Ponte entrou em campo com dez jogadores, porque os atacantes Everton Santos e Dênis, que se revezaram em cada tempo de jogo, não contam.

A Ponte não criou uma chance de gol sequer. Isso tem muito a ver também com produção aquém das possibilidades de Chiquinho e Ramirez, se bem que Chiquinho foi muito caçado no primeiro tempo e o juizão preferiu deixar o jogo correr.

E o meia Geovani hein? Afobado, bem definiu o comentarista Carlos de Freitas, da Rádio Central. Daqui emendo que não jogou absolutamente nada.

Todavia, Jorginho achou uma fórmula subjetiva para diagnosticar virtudes em Geovani. “Taticamente ele teve uma atuação muito boa. Foi muito aplicado”.

Se não dá para pactuar com essa excessiva carga positiva de Jorginho, dá pra dizer que o goleiro Roberto tem mantido regularidade, que houve acerto na contratação do zagueiro Betão e que Baraka – apesar dos erros de passes – merece camisa neste time.

CRICIÚMA DECEPCIONA

Que pobreza técnica é este time do Criciúma! Uma zaga que deixou buracos não explorados pela Ponte. Um toque de bola lento e previsível. E um ataque absorvido quando bem vigiado.

Logo, se não derem uma mexida pra melhorar a qualidade do time, é candidato seríssimo ao rebaixamento.