Judô: Rafaela Silva dá volta por cima e faz história com primeiro ouro em Mundial
O que mais Rafaela repetiu foi o seu foco na busca pela medalha dourada
Rafaela Silva só queria a medalha de ouro. Depois da traumática eliminação nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, quando foi desclassificada por um golpe ilegal, ela sentiu um grande baque.
Rio de Janeiro, RJ, 28 (AFI) – O Brasil conquistou nesta quarta-feira, dia 28, não apenas sua terceira medalha no Campeonato Mundial de Judô Rio 2013, que está sendo disputado no Maracanãzinho, mas a primeira medalha de ouro feminina do país em toda a história da competição. A carioca Rafaela Silva, da categoria até 57kg, superou a americana Marti Malloy na final da competição e levou o Brasil ao lugar mais alto do pódio.

Há dois anos, na edição 2011 do Mundial, em Paris, Rafaela Silva já havia conquistado a medalha de prata na categoria. Além da brasileira e da americana, completaram o pódio a eslovena Vlora Bedeti e a alemã Miryam Roper.
Os outros brasileiros que estiveram em ação nesta quarta-feira foram Ketleyn Quadros (-57kg), no feminino, e Bruno Mendonça (-73kg), no masculino, mas ambos acabaram eliminados antes das quartas de final.
A virada por cima
Rafaela Silva só queria a medalha de ouro. Depois da traumática eliminação nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, quando foi desclassificada por um golpe ilegal, ela sentiu um grande baque. Precisou do apoio da família e dos amigos. Chegou a mudar de categoria, mas depois voltou para a até 57kg. E acabou se consagrando nesta quarta-feira, com a conquista do primeiro título mundial do judô feminino brasileiro.

“Depois da Olimpíada, fui muito criticada. Queria responder. Eu sabia que tinha a chance de estar entre as melhores. Meu objetivo era a medalha de ouro. Queria mesmo a medalha de ouro”, desabafou Rafaela, após ganhar o título no Mundial de Judô, nesta quarta-feira, no Rio.
Entre ouvir o Hino Nacional no pódio, instalado na quadra do Maracanãzinho, até deixar a zona mista destinada às entrevistas na parte interna do ginásio, passaram-se quase uma hora e meia. Nesse tempo todo, o que mais Rafaela repetiu foi o seu foco na busca pela medalha dourada.
Para tentar dar a volta por cima, ela chegou a mudar de categoria. Foi para a até 63kg, mais pesada, conquistou medalha de prata no importante Grand Slam de Tóquio, mas resolveu voltar para a até 57kg quando a seleção brasileira começou a ser definida para o Mundial do Rio, em abril. “Eu estava bem naquela categoria, mas meu lugar é nessa”, explicou a judoca de 21 anos.
No Mundial do Rio, quase reviveu a agonia de Londres. Na segunda luta, viu o árbitro marcar yuko para a romena Loredana Ohai, quando considerava o contrário.
“O ponto era meu! Quando vi, tinha quinze segundos para não ser eliminada”, lembrou Rafaela, descrevendo o único momento nesta quarta-feira em que pensou que seu objetivo poderia não ser conquistado.
Na decisão do título, os árbitros lhe pregaram uma peça. Mas, dessa vez, com final feliz. A brasileira jogou a norte-americana Marti Malloy de costas no chão, mas a marcação inicial foi um wazari. Logo depois, porém, a mesa pediu revisão do golpe, viu o vídeo e retirou o ponto. No lugar, deu um ippon. O golpe do título de Rafaela Silva.





































































































































