Blog do Ari: Tiago Real e Maikon Leite: de que a Ponte escapou!

Meia não jogou nada no time do Náutico; atacante foi reserva do reserva

Se os cartolas da Ponte Preta assistiram à vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Náutico na noite desta terça-feira, em Pernambuco, não seria um despropósito se conversassem ao telefone após a partida e o teor básico do diálogo fosse o seguinte:

– Que gelada a gente entraria se trouxesse o meia Tiago Real e o atacante Maikon Leite, do Palmeiras.

Esta afirmação seria a confissão de erro só pelo interesse de ambos, quando estavam encostados no Palmeiras.

– A gente seria ‘malhado’ por torcida e imprensa por mais essa. Ainda bem que não deu certo.

Seria natural o interlocutor responder desta forma. E se eles e qualquer pessoa ainda tivessem dúvidas sobre a validade de contratação destes jogadores, de certo se curvaram à realidade após constatar Tiago Real jogar aquela bolinha até ser substituído por Jones Carioca contra o São Paulo.

Por sinal, numa das raras chances de gol do Náutico, Tiago Real chutou a bola em cima do goleiro Rogério Ceni. No mais, caro pontepretano, ele lembrou o meia Giovanni que joga no seu time: rendimento nulo.

Sabe qual a diferença entre ambos, hoje: Tiago Real é comportado dentro de campo e a conta bancária continua gorda com os R$ 80 mil de salário mensal, segundo citações da mídia, enquanto Giovanni anda esquentadinho e cavando expulsão tola.

E você, pontepretano, que depositava fichas maiores no velocista Maikon Leite, eis a constatação: reserva do reserva deste pobre time do Náutico.

Como o extremamente precavido treinador Jorginho, do Náutico, abdicou de atacar durante o primeiro tempo, seu time ganhou ‘cara’ ofensiva quando ele colocou em campo o rápido atacante Rogério, pela direita, que até cavou a expulsão do zagueiro são-paulino Antonio Carlos.

Como Maikon Leite também é atacante pelo lado direito, neste jogo foi um reserva do reserva e, por isso, sem espaço até neste time ruim do Náutico. Nem entrou no jogo.

Tá vendo só o palpite errado que você deu pros dirigentes pontepretanos quando endossou o interesse pela contratação de Maikon Leite, mesmo sabendo que ele ganha – e o salário não foi naturalmente reduzido – R$ 160 mil por mês!

AUTUORI

Tão pobre quando o Náutico foi o futebol mostrado pelo São Paulo, com uma leve melhorada quando o treinador Paulo Autuori percebeu que poderia ousar e colocar os atacantes Aloísio e Negueba.

Continua faltando coragem para Autuori mostrar o caminho da reserva para o improdutivo meia Paulo Henrique Ganso e o centroavante dos gols fáceis, Luís Fabiano, conforme bordão criado pelo jornalista Milton Neves.

Só que na noite desta terça-feira, mesmo diante de uma zaga vazada em quase todos os jogos, Luís Fabiano não conseguiu convencer.

Pior ainda foi o meia Ganso, que ignorou a auto-avaliação e comentou a produtividade de seu time como se fosse um comentarista de futebol e não alguém inserido no contexto.

“Nosso time precisa se movimentar e tocar bem a bola”, disse durante o intervalo, ensinando o caminho para o São Paulo tentar fugir daquele marasmo.

Só que aí desconsiderou que ele foi um daqueles que menos se movimentou e que mais errou na tentativa de alongar passes.

Pior de tudo na partida – pra fechar o álbum, como se dizia antigamente – foi o goleiro Rogério Ceni tentar nos convencer que estava com câimbras aos 41 minutos do segundo tempo.

Meu amigo, durma com uma ‘barulho’ deste!