Lavagem de roupa suja na Ponte Preta tem cobrança, discussão e dedo na cara
Diretoria e jogadores conversaram por mais de duas horas nesta quinta-feira
Campinas, SP, 05 (AFI) – A reapresentação do elenco da Ponte Preta foi de cobranças e muita conversa na Ponte Preta. Antes do treinamento desta quinta-feira, diretoria, elenco e comissão técnica conversaram por mais de duas horas para lavar a roupa suja, no clube Círculo Militar de Campinas. Além de gritaria e exigências, houve dedo na cara de jogadores e até discussão mais ríspida. Edson Bastos são não saiu no tapas com um companheiro por causa da turma do “deixa disso”.

O primeiro a falar foi o executivo de futebol, Ocimar Bolicenho, que há muito tempo tem sido equivocado em suas declarações à imprensa e também criticado pelas contratações erradas. Ele falou por cerca de dez minutos e cedeu a palavra ao gerente de futebol Marcus Vínicius. Foi aí que as coisas endureceram. Gesticulando bastante e falando alto, como é de seu costume, o dirigente apontou o dedo na cara de alguns jogadores e exigiu mudanças.
Marcão usou como exemplo a carreira vitoriosa do técnico Jorginho Campos para tentar motivar o elenco e chegou a dizer que nenhum jogador tinha condição de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Passada a palestra do dirigente, foi a vez de alguns jogadores começarem a falar. O goleiro reserva Edson Bastos foi um dos que mais falou e cobrou de frente alguns companheiros.
NO BRAÇO
Observado por Jorginho, em pé junto com a comissão técnica, o goleiro estava falando, se exaltou e partiu para cima de um companheiro. Baraka e Artur estavam envolvidos na confusão. As conversas não vão parar por aí, no entanto. Nesta quinta-feira, os dirigentes da Ponte vão se reunir novamente e nesta sexta-feira existe a possibilidade de haver dispensas e afastamentos.
As cobranças – tanto de jogadores quanto de diretoria – teriam sido direcionado ao grupo de atletas que tem abusado da exuberência da noite campineira. Este problema foi exposto por Marcus Vinícius logo após a queda do técnico Paulo César Carpegiani. Só esqueceu de dizer que o time teve três técnicos em apenas 15 jogos do Brasileirão: Guto Ferreira, Paulo César Carpegiani e Jorginho Campos.
ROBERTO VOLTA A FALAR
Bem mais calmo do que após a derrota para a Portuguesa, por 2 a 1, quando disse que estava fazendo um tempo na porta para “não fazer besteira lá dentro”…VEJA DETALHES! – o goleiro Roberto foi indicado pela assessoria de imprensa para falar nesta tarde. E bem mais calmo, tentou deixar tudo intramuros.
“É claro que sempre vai existir diferença de opiniões. Eu, William e o Edson Bastos, por exemplo, temos mais de 30 anos e muita experiência e, às vezes, a gente pensa de um jeito e outros jogadores, com 20, 22 anos, pensem de outra. Nosso objetivo é cobrar para que todos tenham a mesma responsabilidade”, explicou Roberto.
Ele fez questão de se incluir entre “os culpados” pela fase ruim do time, que perdeu seus últimos cinco jogos no Brasileirão.
“Quero deixar bem claro que cobrei mais empenho de todos, mas porque quero o bem do time. E também não quero me eximir de culpa pelas derrotas. Todos nós estamos no mesmo barco. Vamos perder e ganhar juntos”, completou.





































































































































