Queda anunciada! Dirigente abandona o barco e pede para sair da Ponte

A campanha pífia no Brasileirão foi o estopim para que o ambiente de Bolicenho se tornasse insustentável

Bastante questionado, Ocimar Bolicenho não é mais o executivo de futebol da Ponte Preta. Pressionado pelo péssimo trabalho neste ano, o dirigente entregou, na tarde desta quarta-feira, seu pedido de demissão à diretoria pontepretana.

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Campinas, SP, 11 (AFI) – Como diz o velho ditado: “quando o navio está afundando, os ratos são os primeiros a sair”. Bastante questionado, Ocimar Bolicenho não é mais o executivo de futebol da Ponte Preta. Pressionado pelo péssimo trabalho neste ano, o dirigente entregou, na tarde desta quarta-feira, seu pedido de demissão à diretoria pontepretana. O argumento usado foi de que sua “saída é uma trégua necessária”. Clique aqui e participe da enquete sobre a saída de Bolicenho e a renúncia do deslumbrado presidente Márcio Della Volpe!

0002048105203 imgFoto: PontePress/DJotaCarvalho

“A Ponte precisa de paz para atravessar o momento. Gostaria de ficar até o final da competição, mas acredito que este ato trará a serenidade e energia necessárias agora”, explicou Bolicenho, que falará à imprensa em coletiva às 10 horas da quinta-feira, no Majestoso.

A campanha pífia no Brasileirão foi o estopim para que o ambiente de Bolicenho se tornasse insustentável. Nos últimos jogos, o dirigente vinha sendo bastante criticado pela torcida, que na última derrota para o Internacional focou toda sua fúria no mesmo.

Responsável pelas fracas contratações para o Brasileirão, o dirigente já vinha sendo alvo de críticas do Portal FI desde fora contratado, em março de 2012. Afinal, ele trazia um péssimo histórico com rebaixamentos no Paraná (1999), no Joinville (2008) e Marília (2008), além de trabalhos criticados por Atlético-PR e Santos.

Ao site oficial da Macaca, Bolicenho ainda tentou sair por cima. Na visão dele, o trabalho de toda a temporada foi bom. “Reafirmo que meu trabalho deveria e deverá ser avaliado pelo resultado da temporada. Estou abreviando minha permanência, mas espero que em 8 de dezembro possa comemorar a manutenção da Ponte na série A, que será mais um objetivo cumprido na minha missão”, afirmou.

0002048105207 imgCapitão e sua nau estão à deriva!

Agora vai?
O presidente Márcio Della Volpe lamentou a saída do executivo de futebol. Agora, resta saber se o dirigente, que anda perdido no cargo, conseguirá colocar a Ponte nos eixos ou se irá afundar ainda mais o clube sem seu braço direito.

“A diretoria pontepretana confia no trabalho de Ocimar e pedimos a ele que permanecesse, mas foi uma decisão pessoal irrevogável. Trouxemos Bolicenho como parte de uma estratégia de termos alguém com experiência no mercado e no intuito de fazer uma organização necessária em todo departamento de futebol, o que conseguimos”, disse.

E o que sobra?
Apesar de ser defendido por Della Volpe, Bolicenho deixa a Ponte recheado de “barcas”, que não vingaram no Brasileirão. Entre alguns dos nomes trazidos pelo cartola, estão os zagueiros César e Betão, os volantes Magal, Paulo Roberto e Fernando, os meias Rafinha e Brian Sarmiento, e o atacante Dennis.

No entanto, além das contratações fracassadas, outras decisões de Bolicenho e do restante da diretoria foram bastante contestadas. Entre elas, os empréstimos do volante Bruno Silva ao Atlético-PR e do atacante Alemão ao Vitória. Dois que teriam tranquilamente espaço no elenco e no time titular da Macaca.

0002048105211 imgOnde está o dinheiro de Luan, Cléber e Cicinho?

E o dinheiro?
Não bastasse isso, há outros questionamentos. A diretoria alega não ter dinheiro para contratar jogadores de peso. No entanto, no início do ano, o clube negociou 40% dos direitos econômicos do atacante Luan ao Atlético-MG por mais de R$ 2 milhões. Já após o Paulistão recebeu mais de um terço pelos mais de R$ 10 milhões das negociações do zagueiro Cléber e do lateral Cicinho.

Ainda existem outras fontes de receita consideráveis para o Brasileirão. A principal é a cota de TV de quase R$ 30 milhões recebidas pela disputa do Brasileirão. No entanto, o clube admitiu ter fechado o maior contrato de patricínio de sua história com a Hitachi e ainda arrecada quase R$ 300 mil mensais com seu programa de sócio-torcedor.

O destino de todo este dinheiro ninguém sabe, mas a dívida com presidente afastado Sérgio Carnielli continua a aumentar. No último balanço financeiro divulgado pelo clube, referente a 2012, as cifras já se aproximavam dos R$ 100 milhões.