Roberto Ginefra: O Campeonato Brasileiro começa agora
No trabalho em equipe somam-se as potencialidades e anulam-se as fraquezas
“No trabalho em equipe somam-se as potencialidades e anulam-se as fraquezas. O resultado sempre será melhor. Claro que funciona melhor quando todos os elementos envolvidos estão realmente dispostos a obter o melhor resultado”.
Como já dizia em seu Blog o Wilson Luchessi, profissional de Recursos Humanos competente e com muita experiência em gente:
“No trabalho em equipe somam-se as potencialidades e anulam-se as fraquezas. O resultado sempre será melhor. Claro que funciona melhor quando todos os elementos envolvidos estão realmente dispostos a obter o melhor resultado”.
Só que temos que acrescentar um pequeno e importantíssimo detalhe. Se nesse grupo uma ou duas peças não estão dispostas a atingir o resultado, como ficam as outras?
Desse mal estão padecendo Náutico, Ponte Preta e São Paulo. Qual a diferença entre essas equipes? A camisa, cobrança e comprometimento. Camisa e cobrança todos têm, mas comprometimento está explícito só na Ponte. Sabe porque? Porque todos foram contratados para serem depois revendidos, repassados, recolocados em outras equipes maiores ou do exterior. Ninguém chegou e ouviu, vamos ganhar esse campeonato, vamos disputar no mínimo a Libertadores, vamos fazer história!
O que ouviram foi: Pagamos em dia, você está na vitrine do futebol brasileiro e nossa torcida é fervorosa. Vamos procurar um culpado e não temos convicção se foi esse ou aquele. O ex-presidente transformou uma pequena fábrica de armação de óculos numa empresa enorme e lucrativa. Fez tanto sucesso que vendeu para um grupo estrangeiro. Fez isso com uma empresa e não conseguiu com uma equipe de futebol?

O Vice-Presidente (presidente de fato) é nascido no Marketing, mas sabem me dizer qual foi o grande trabalho que fez para ter tanta credibilidade?
O Executivo de Futebol se enviasse seu Curriculum a qualquer equipe de alto nível, não seria aprovado. Mais de 3 equipes foram rebaixadas com ele nesta função. O Coordenador de Futebol poderia mudar este panorama? Jamais, nunca na história da vida o poste mijou no cachorro. Entrou de gaiato. Acho que é o único com competência, experiência e malandragem para falar com esses aventureiros que chegaram e ao invés de vestirem a camisa do time e suar sangue, resolveram ir para as baladas, deixar o tempo passar e os contratos terminarem dia 30 de dezembro.Nada de comprometimento, pelo amor de Deus! Dá muito trabalho.
Estar comprometido é muito mais do que trabalhar para ganhar um salário no início do mês.
Comprometimento é trabalhar com prazer, ao acordar é ter a consciência de que muitas outras pessoas necessitam dos seus resultados, é fazer mais do que se pede, não para se mostrar ou porque isso pode render um aumento salarial, mais pelo prazer de crescer como pessoa naquilo que faz.
Crescer como ser humano é desenvolver-se, aperfeiçoar-se e conquistar sempre.
Estar comprometido com a empresa, seu clube, sua família, sua sociedade, não é sóse matar dia após dia, mas é viver com a certeza de que faz sua parte bem feita, cumprindo obrigações e princípios éticos com qualidade e eficácia.
O resultado dessa diferença é a qualidade do serviço apresentado, as atitudes do dia-a-dia, as metas que cada um tem para sua vida e a maneira com que desenvolvem seu papel na equipe/grupo ou organização.
Os profissionais (ao contrário dos aproveitadores) sentirão que fazem parte de fato de uma equipe ou empresa, da evolução desta, que poderão crescer junto com ela e trabalharão com mais vontade para que tudo ocorra da melhor maneira, ou seja, farão mais do que lhes for solicitado e o reconhecimento e a satisfação acabarão existindo de maneira natural.
Adianta escrever, falar, implorar, etc. Eu não estou seguro disso mais não ficarei calado.
Esse time da Ponte teve um bom arranjador (novo ainda para ser maestro) o Guto Ferreira. Quiseram o Dado Cavalcanti do Mogi e de repente ele foi para o Paraná. Tudo foi arrumado e realizado muito rápido. Que coisa né?
Para tapar a boca da imprensa o dos torcedores, trouxeram, aí sim, um maestro o senhor Paulo Cesar Carpegiani, curriculum invejável, um espetáculo! Quando viu oque tinha na mão e que essa orquestra não serve nem para “tocar” em quermesse, e que esses gestores achavam que tinham grandes músicos, tratou logo de puxar seu carro. A indignação foi tanta que apesar de falar bem da cidade, da torcida e das tradições da Ponte, deixou claro que só a esperança era pouco.
Trocaram novamente o maestro que embora novo também temhistória memorável no futebol. Esse já com discurso diferenciado e buscando na fé e nas afirmações de que a equipe não cairá, começa a inspirar os mais angustiados. Realmente ainda existe um turno e mais 60 pontos disponíveis. Esperança será a palavra de ordem. Sabemos que transformar “lagartixa em jacaré” é coisa de ficção, mais vamos acreditar na metamorfose.
Parece-me que os indicados pelo novo treinador, Felipe Bastos e Leonardo serão titulares fáceis. Agora aproveitando a “sorte” de jogar sem o Sacoman devido cartão, essa caiu do céu. Ele quase acabou com a carreira do Ferron e está acabando com o Betão. Todos tem que jogar por ele. Muito fraco, nem no banco deve ficar. Vamos torcer para que o Cesar ou a volta do Ferron, faça o treinador (será que é ele mesmo ou a diretoria tá colocando a mãozinha) perceba que as coisas ficarão mais simples e eficientes.
Que coisa heim? Na próxima partida o São Paulo terá o Muricy no banco. Todos (Rogerio Ceni e Luiz Fabiano) idolatram o treinador e com certeza vão correr muito. Sorte ou azar da Ponte? Sei não mas a euforia poderá virar arma contra eles mesmos. Vamos fazer figa e acreditar. Acreditar também que esta velha fórmula da Ponte de blindar os jogadores, levando-os para longe daqui, seria válida se todos estivessem COMPROMETIDOS.
O Turno ainda não acabou para a Ponte (só em outubro contra o Atletico-MG), mas o campeonato começa agora. Como ousadia e criatividade são ingredientes indispensáveis para qualquer arrumação do que está errado, ficamos aqui esperando pelo menos coragem da direção para remover peças, do comando, para tentar salvar esta oportunidade de estar no grupo de elite do futebol brasileiro.





































































































































