Blog do Ari: Elias Aredes - ‘O Guarani não pode jogar aberto’

Veja a projeção dos próximos jogos daqueles que postagem classificação

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Depende do ângulo que o torcedor bugrino quiser observar o empate por 4 a 4 com o Macaé pode ser considerado bom ou ruim, na partida disputada na tarde deste sábado em Campinas, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

Se se (é repetição mesmo dos ses) considerar que o empate foi alcançado no apagar das luzes, aos 48 minutos do segundo tempo, pelo menos um ponto foi conquistado, considerando-se que possibilitou segurar o adversário e manteve o Bugre no Z4.

Se você espiar atentamente as rodadas complementares desta fase classificatória, de certo entenderá que o empate não deve ser tão aceito assim.

É que o Guarani fará mais um jogo em casa e teoricamente deve vencer o Crac. Associa-se a isso os três pontos que também ganhará do Betim, convencionando-se a eliminação do clube mineiro da competição.

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DUQUE DE CAXIAS

Veja que o jogo contra o Duque de Caxias, no próximo sábado, ganhou contorno de obrigatoriedade de vitória para o Guarani, até porque ele terá outro jogo fora e contra concorrente direto pela vaga, caso do Vila Nova.

Entenda que numa dessa o Mogi Mirim vem comendo pelas beiradas, e a vaga à segunda fase não deve ser escapada entre os dedos: pega o Crac fora e recepciona Madureira e Macaé. Acrescente aí três pontos contra o Betim.

Paradoxalmente, se o Macaé ganhar os três jogos em casa praticamente estará dentro: recepciona Barueri, Crac e Vila Nova; sai contra o Mogi Mirim.

Tal qual o Guarani, são indefinidas as situações de Vila Nova e Caxias. O Vila fica com os pontos do jogo contra o Betim, mas em casa enfrenta o Guarani. E sai para jogar contra concorrentes diretos, casos de Macaé e Caxias.

Já o Caxias terá em casa o Vila Nova – com obrigação de vencer – e Barueri. E sairá para enfrentar Madureira e Duque de Caxias.

Hoje o Caixas lidera com 24 pontos. Mogi Mirim e Guarani tem 23 e Vila Nova e Macaé 22, pela ordem.

ELIAS COMENTA

O assunto bola rolando deste empate do Guarani com o Macaé foi confiado neste sábado ao companheiro jornalista Elias Aredes Júnior, da Rádio Central.

Por que? Porque fui jogar bola – e faço isso regularmente mesmo com os 60 anos nas costas – deixando a incumbência de análise do jogo ao parceiro que enxerga futebol muito bem.

E Elias detectou que a lição a ser extraída pelo Guarani é que não pode jogar aberto.

“Se a defesa não estiver bem protegida, ficará clara a sua limitação. Neste jogo apenas o volante Edmilson tentou dar proteção na cabeça da área. Neste quesito o Eliezer foi inoperante. Fernandinho e Fumagalli não têm esta característica e Rossini caiu vertiginosamente de produção”.

Sobre a configuração tática, Elias citou que, ao se mandar ao ataque, o Guarani ofereceu generosos espaços para o Macaé contra-atacar, o que implicou em zagueiros bugrinos ficarem de mano contra adversários.

“O primeiro gol do Guarani foi fruto de um pênalti inexistente quando Fernandinho estava no lance. Já no pênalti para o Macaé, o goleiro Juliano, do Guarani, saiu de forma atabalhoada do gol e fez a falta no Ziquinha”.

Gente, cabe um parêntese aí. Não vi o jogo. A opinião é do jornalista Elias Aredes Júnior. Se alguém tiver que questionar alguma coisa, questione como ele, correto?

Elias disse ter enfatizado em seu comentário na Rádio Central que o placar de 2 a 1 para o Guarani durante o primeiro tempo não era definitivo pela configuração da partida.

Aí o Macaé virou o placar pelos motivos já expostos, até que o Guarani teve energia para buscar o empate.

É isso. Obrigado ao parceirão Elias que não me deixou na mão.

Aos diretores do FI já avisei que só trabalho de domingo a domingo se não tiver que jogar futebol. Eles entendem. Ainda bem.