Blog do Ari: Ir além da redução de preços de ingressos: eis a questão!

Segurança, estacionamento e locomoções aos estádios devem ser pensados

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Em tempos de promoções de ingressos adotadas por Ponte Preta e Guarani, cabem aos dirigentes de ambos os clubes projetarem muito mais do que redução no preço para atrair torcedores.

É elementar que sejam tomadas todas as providências para se evitar filas quilométricas visando o acesso aos estádios. É inadmissível que por causa daquela multidão de pessoas querendo entrar ao mesmo tempo alguns só botem o pé pra dentro do campo com 20 minutos de bola rolando, como protestaram vários pontepretanos na quarta-feira.

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Se os clubes devem abrir o maior número possível de portões, e com bastante antecedência, convenhamos que é obrigação do torcedor chegar ao estádio com antecedência.

O torcedor clama por providências práticas de segurança, facilidade de locomoção, estacionamento com segurança e repressão a flanelinhas.

Para ele, é extremamente constrangedor estacionar o seu veículo e incontinenti ser recebido pelo indesejável flanelinha querendo pegar o dele adiantado, uma gorjeta que gira em torno de R$ 10 a $ 20.

E ai daquele que recusar o pedido do ‘olhador de carro’. Perceberam que eu coloquei uma ‘aspinha’ aí?

Já passou da hora de os clubes atraírem o cliente – caso do torcedor – pensando num projeto de estacionamento com segurança, para se evitar que o carro fique largado na rua.

PONTE PRETA

No caso da Ponte Preta, poderia ser estudada uma fórmula de se utilizar o espaço ocioso anexo à linha férrea nas proximidades do estádio, no viaduto Laurão entre as rua Barão de Jaguara e Regente Feijó, e negociação dos espaços livres das garagens de super e hipermercados que não fiquem muito distante do estádio. Neste caso, poderia se pensar no fretamento de ônibus para complemento do percurso.

O mesmo se aplica ao Guarani. Já passou da hora de se buscar alternativas que venham ao encontro dos interesses dos torcedores.

Lógico que um projeto ambicioso poderia implicar em fretamento de ônibus dos bairros direto aos estádios. Não deve ser descartada negociação com a Rede Brasil para que a linha férrea atrás do campo seja utilizada como itinerário de trens de passageiros, com escala na cabeceira do time visitante do Estádio Moisés Lucarelli.

São apenas suposições que podem, naturalmente, ser melhoradas. Evidente que o melhor marketing para atrair o torcedor é a qualidade do time e boas campanhas nas competições. Entretanto, o bom comerciante – caso dos dirigentes dos clubes – precisam dar aquele algo mais ao seu cliente, que não sejas apenas redução no preço do ingresso.