Série C: Demitido, técnico abre o jogo e fala sobre desorganização do Brasiliense

Roberto Fonseca tinha tudo para colocar o time na próxima fase, mas foi demitido antes da última rodada

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Brasília, DF, 15 (AFI) – Depois de ser demitido faltando uma rodada para o encerramento da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C, o técnico Roberto Fonseca chegou a afirmar que nem chegou a conversar com o presidente Luiz Estevão (foto abaixo). Recebeu sua demissão através de um funcionário do clube candango, conforme entrevista ao Portal FI.

Nesta terça-feira, em entrevista ao jornalista Petronilo Oliveira, do Jornal de Brasília, o ex-treinador abriu o verbo e falou sobre o que acontece nos bastidores do time de Taguatinga. A primeira colocação foi sobre o motivo de sua demissão pelo presidente do Brasiliense.

“Na verdade nem encontrei com o presidente. Não nos falamos pessoalmente. Houve divergência na hora de montar o time. É normal o dono dar opinião sobre o time que ele banca. Porém, não pode querer impor. Eu não aceito isso. Eu não vou falar os nomes do jogadores que ele queria, para não prejudicar os atletas, pois poderia parecer que eles tinham esquemas com o presidente, e não sei se é verdade”, disse Roberto Fonseca.

0002048117915 imgEstevão foi o principal responsável pelo descenso do Jacaré

Sobre a derrota para o Cuiabá e o rebaixamento do Brasiliense, ele afirmou: “Foi uma pena um time com o poderio que tem e um Centro de Treinamento de primeira linha cair. Os problemas extracampo é que atrapalham. Um clube de futebol não pode ser tão centralizador. O dono precisa delegar funções e depois cobrar de cada um deles. O Leandro Bernardes, gerente de logística do clube é um menino que não tem experiência nenhuma com futebol. Nosso grupo teve problemas que só Deus sabe. Vários deles seriam resolvidos se tivesse um gerente de futebol profissional.”, disse.

Sobre se o Brasiliense poder se tornar um grande time, o ex-treinador do clube candango garantiu que: “Tem tudo para isso. Paga em dia, tem um excelente Centro de Treinamento. Precisa mudar de filosofia e contratar profissionais e lhes dar autonomia. O clube ter gerencia feita por quem entende é fundamental para engrenar. Ajuda até na contratação de bons jogadores. Saio de consciência tranquila. Fiz minha parte com qualidade”, encerrou Roberto Fonseca.

Brasiliense brigará para se manter
O homem forte do Brasiliense, Luiz Estevão em entrevista ao JBr afirmou que: “Em 4 de junho, a CBF emitiu um documento chamado D/TEC (Diretriz Técnica) incluindo o Rio Branco na competição e que três clubes seriam rebaixados. Porém, o regulamento não pode ser modificado. Até porque a CBF deveria entrar em contato com todos os clubes do grupo e não aconteceu. Os advogados com quem conversei me disseram que o que rege é o regulamento”, afirmou.

A argumentação do Brasiliense se baseia no artigo 15 do regimento do Campeonato da Série C, que diz que somente os dois últimos colocados de cada grupo rebaixariam. O documento emitido pela entidade fere o Estatuto do Torcedor, que em seu artigo 9 diz que o regulamento definitivo da competição não deve ser alterado.

Com relação ao técnico, Luiz Estevão garante a permanência de Reinaldo Gueldini, afirmando que o treinador está mantido para as competições que começam no início de 2014, como Copa Verde e Candangão.