Documentário Dossiê 50 de Geneton Moraes Neto revive a tragédia do Maracanã
O livro estará a venda a partir desta sexta, 18/10, nas principais lojas virtuais
Neste sábado, às 11h, o Museu do Futebol, no Pacaembu, vai reviver aquela quente tarde do inverno carioca do dia 16 de julho de 1950. O dia que os uruguaios calaram fundo o nosso orgulho futebolístico. Será exibido o documentário Dossiê 50.
Rio de Janeiro, RJ, 15 (AFI) – Neste sábado, às 11h, o Museu do Futebol, no Pacaembu, vai reviver aquela quente tarde do inverno carioca do dia 16 de julho de 1950. O dia que os uruguaios calaram fundo o nosso orgulho futebolístico. Será exibido o documentário Dossiê 50: comício a favor dos náufragos, originário do livro Dossiê 50.
Um repórter foi em busca dos onze jogadores brasileiros que entraram em campo, no Maracanã, para enfrentar o Uruguai. Foram mais de 14 horas de entrevistas, muitas pesquisas e depoimentos de quem tenta explicar o inexplicável. O livro estará a venda a partir desta sexta, 18/10, nas principais lojas virtuais.
MARACANÃ, RIO DE JANEIRO: 16 HORAS E 39 MINUTOS DO DIA 16 DE JULHO DE 1950. DIANTE DA MAIOR PLATÉIA ATÉ HOJE REUNIDA NUM ESTÁDIO DE FUTEBOL, O PONTA-DIREITA DO URUGUAI, ALCIDES EDGARDO GHIGGIA, AVANÇA PARA A ÁREA DO BRASIL, NA FINAL DA COPA DO MUNDO, E…

“Nunca fui repórter esportivo, mas sempre tive curiosidade sobre uma partida que entrou para a história como a mais dramática e mais inesperada derrota já sofrida pelo futebol brasileiro numa Copa do Mundo. Quem nunca ouviu falar do celebérrimo naufrágio do Brasil diante do Uruguai na Copa de 50?”, relata o jornalista e escritor Geneton de Moraes Neto sobre o motivo de escrever o livro Dossiê 50.
E agora, 13 anos depois da primeira publicação, a obra ganha nova edição em e-book pela e-galáxia.
E foi por achar “os derrotados, os esquecidos, os renegados e os dissidentes mais interessantes do que os vitoriosos”, que Geneton pesquisou e entrevistou os 11 jogadores daquela seleção. Era uma tarde quente de inverno no Rio de Janeiro, o Brasil só precisava empatar e se consagrar Campeão Mundial de Futebol pela primeira vez. Havia goleado, jogado bem, era favorito absoluto: seria campeão.
Então, o que deu errado? Cada um tem a sua teoria. A do dramaturgo Nelson Rodrigues é de que faltou medo. Tem quem diga que foi uma conspiração. Tem até quem não era nascido tentando mudar o passado. Para o futebolês a explicação é que entramos de salto alto. O fato é que perdemos.
O jogo
O Brasil fez um a zero no segundo tempo, diante de um estádio ensandecido de alegria. O impossível, então, resolveu entrar em campo e o Uruguai fez o que nenhum outro, nem mesmo os próprios uruguaios, imaginariam, virar o jogo e vencer a “imbatível” Seleção Brasileira na sua casa, no templo máximo, no maior de todo o mundo: o Maracanã. O estádio ficou mudo. Ah, Ghiggia: você tinha de acertar aquele chute torto?
E para tentar responder e entender o contexto daquele 16 de julho de 1950, o jornalista colocou o pé na estrada e entre 1986 e 1987 fez uma expedição atrás dos protagonistas dessa tragédia esportiva. São mais de 14 horas de entrevistas. “Pude ver que, por trás da derrota, escondiam-se dramas humanos: o estigma do naufrágio acompanharia os jogadores pelo resto da vida. Valia a pena ouvir a voz dos ‘renegados’”, conta Geneton.
Fim de uma história que nunca termina e que ressuscita fantasmas e medos de quem está prestes a sediar a próxima Copa, e que já tem definido o Maracanã como palco de uma nova final. Em 1987, três décadas depois, Barbosa, Augusto, Danilo, Juvenal, Bauer, Bigode, Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico e o massagista Mário Américo voltaram ao palco daquela final a convite do jornalista Geneton de Moraes Neto. Foi a primeira e última vez que isso aconteceu.
Sobre o autor
Geneton Moraes Neto ( Recife, 1956 ) é repórter. Autor de “Nitroglicerina Pura” E “Hitler-Stalin: O Pacto Maldito” (ambos em parceria com Joel Silveira), “Dossiê Drummond: A Última Entrevista do Poeta”, “Dossiê Moscou”, “Dossiê Brasília: Os Segredos dos Presidentes”, “Dossiê História” e “Dossiê Gabeira”, entre outros títulos. Trabalha na Globonews, no Rio de Janeiro.
UMA NOVA FORMA D FAZER LIVROS
A e-galáxia, espaço cultural especializado em e-books, chega ao mercado editorial para oferecer conteúdo de qualidade, em edições caprichadas, a preços baixos e exclusivamente em formato digital. Com o domínio www.e-galaxia.com.br, o projeto é um ambiente de fomento à publicação de livros digitais. A ferramenta oferece um sistema completo para contratação de profissionais do mercado editorial para transformar qualquer texto em um e-book bem editado e colocá-lo à venda nas principais lojas o país: Apple, Livraria Cultura, Saraiva, e Google play, entre outras.
O autor tem acesso ainda a um ambiente online personalizado que possibilita acompanhar a movimentação das vendas, globais ou por loja, de um ou mais títulos. “Dessa forma, é possível alcançar transparência total no processo de vendas e pagamento de royalties, além de medir a eficácia das ações e planejar estratégias de vendas” – salienta Tiago Ferro, um dos idealizadores do projeto.





































































































































