Blog do Ari: Emerson Leão ensinou e Pugliese não aprendeu

Ex-treinador do Guarani poderia ter evitado o falatório

A última passagem do treinador Emerson Leão pelo São Paulo, em junho de 2012, foi tumultuada e, no desligamento, era natural se esperar que pelo comportamento explosivo dele saísse atirando para todos os lados.

Setores da mídia ávidos para fomentar a discussão fizeram a natural pergunta ao treinador sobre os motivos de sua saída e a resposta foi acompanhada da larga experiência dele no futebol: “Sou ex-treinador do clube. E quem sai não precisa falar mais nada”.

De certo o ex-treinador do Guarani, Tarcísio Pugliese, não absorveu este sábio ensinamento de Emerson Leão quando pisou pela última vez no Estádio Brinco de Ouro, na tarde de sexta-feira.

Em vez de discretamente apanhar os seus pertences, agradecer a cordialidade dos funcionários e dizer um até logo a integrantes da mídia em geral, procurou microfones pra falar. Falar e falar.

Aí, sem que aparentemente nada fosse combinado, ‘roubou’ a cena na entrevista coletiva, fazendo inveja a candidatos à vice de cargos públicos do poder executivo, geralmente indicados para ‘bater forte’ em adversários políticos durante horário eleitoral. Com essa viciada postura eles conseguem resguardar o candidato majoritário.

Pois intencionalmente ou não, Pugliese fez lembrar os vices dos horários eleitorais. ‘Bateu forte’ nos vices do Guarani, Horley Senna e Palmeron Mendes Filho, permitindo, portanto, posição de neutralidade ao presidente Álvaro Negrão, cuja fala foi basicamente de valorizar a instituição Guarani.