Ferguson do Interior chega ao jogo de número 400 no Bragantino
Marcelo Veiga comanda o Braga pela quarta vez e chega ao número histórico do clube em jogo longe do Nabizão
O técnico Marcelo chega neste sábado, 02/11, às 21h00, em Itápolis (SP), contra o Oeste (SP), a um número histórico no comando técnico do clube. O treinador atinge a incrível marca de 400 jogos, se tornando aquele que mais dirigiu o time na história

Bragança Paulista, SP, 01/11 – O técnico Marcelo chega neste sábado, 02/11, às 16h20, no estádio dos Amaros, em Itápolis (SP), quando o Braga enfrenta o Oeste (SP), pela 33ª rodada da Série B, um número histórico no comando técnico do clube. O treinador atinge a incrível marca de 400 jogos à frente do Bragantino se tornando o comandante que mais dirigiu a equipe na história. Esta é a quarta passagem de Veiga no clube, sendo que na última o tempo de permanência durou quase cinco anos, o que lhe valeu o apelido de “Ferguson do Interior”, fazendo uma alusão, guardadas as proporções de tempo, ao técnico do Manchester United, Alex Ferguson, que ficou por 26 anos comandando a equipe inglesa.
“A marca de 400 jogos é uma marca que dificilmente alguém vai atingir no Brasil, pelo menos em clube do interior. Em clube grande ainda é possível. É uma honra estar num clube como o Bragantino e fazer parte da história, além de um recomeço. Sobre o apelido de Ferguson do uma alusão ao técnico do Manchester United e por estar a tanto tempo num clube no Brasil, que é uma coisa rara. Tem também a situação de pegar o time em baixa e conseguir dar a volta por cima, como foi feita aqui em Bragança”, falou o treinador.
Marcelo Veiga chegou ao Bragantino no final de 2004 e iniciou a montagem da equipe que em 22 de janeiro de 2005 fez sua estreia enfrentando o Nacional, da Capital, no estádio Nicolau Alayon, pelo Paulista da Série A2 (foto acima: Arquivo C. A Bragantino). Neste mesmo ano conquistou o acesso para a Série A1 e depois foi só colecionando resultados positivos com o Massa Bruta. Foram três passagens no Bragantino. A primeira nos anos 2004/2005. A segunda nos anos 2006/2007 e a terceira de 2007 à 2012. A quarta começou a partir do dia 19 de setembro desta temporada (2013), quando chegou ao clube um dia antes do jogo contra o São Caetano.
“A primeira foi muita rápida. Conquistei o acesso e o vice da Copinha e saí devido a uma proposta muito boa pelo trabalho desenvolvido. Retornei pouco tempo depois e consegui tirar o time de uma situação delicada e mantê-lo na Primeira Divisão do Paulista. Na terceira veio o apelido de Ferguson do interior, já que foram cinco anos ininterruptos e a maior permanência de um treinador no Bragantino”, falou Marcelo Veiga, que complementou.

“Neste período o Bragantino teve a maior sequência de conquistas. O título da Série C, que valeu o acesso à Série B e também o maior tempo do clube na principal divisão do estado e Brasileiro. Foram oito anos de Estadual e eu comandei sete. No Brasileiro foram sete anos e eu comandei todos”, falou Veiga.
Com Veiga no comando o Braga conquistou ainda o vice-campeonato da Copa Federação Paulista de Futebol de 2006, hoje Copa Paulista, competição que classificou o Bragantino para a disputa do Brasileiro da Série C de 2007. O título do Brasileiro da Série C de 2007, o que valeu o acesso para o Brasileiro da Série B 2008, competição que o clube disputa até hoje e por duas vezes quase conseguiu o acesso à elite do futebol nacional. Durante todo o período em que trabalhou no Braga, Veiga sempre foi lembrado por outras agremiações que passou, seja como treinador ou como jogador, como no caso do Ferroviário (CE), onde deixou seus pés cravados no rol da fama do futebol cearense no museu localizado nas dependência do estádio presidente Vargas, o PV.
No números, o atual comandante do Braga somou pontos em 256 jogos, correspondendo à 58,2% dos jogos disputados até o momento, totalizando 564 pontos ganhos. Foram 18 competições como técnico do Leão com 154 vitórias, 102 empates e 143 derrotas. Comandado por Veiga o Bragantino marcou 594 gols, sofreu 519 e ficou com saldo positivo de 75 gols. A média de gols marcados pela equipe sob seu comando é de 1,5 por partida. A de gols sofridos é de 1,3 por jogo.
“É uma conquista e os números provam a importância que tive para o Bragantino. Além disso trouxemos vários jogadores para o clube que se tornaram ídolos de grandes times e da Seleção. Exemplos são o Paulinho, que hoje é fundamenta para a Seleção, e Romarinho e Diego Macedo que se destacam no Corinthians. Existem vários outros que se não deixaram o País, se destacam em outros clubes.”





































































































































