Editorial FI: A vida (no futebol) como ela é: BONITINHA, MAS ORDINÁRIA.

Como era de se esperar, a Federação Paulista de Futebol, mais uma vez, jogou contra o INTERIOR.

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A vida (no futebol) como ela é.

BONITINHA, MAS ORDINÁRIA.

Como era de se esperar, a Federação Paulista de Futebol, mais uma vez, jogou contra o INTERIOR.

Com o Campeonato Paulista da Série A1 cada vez mais reduzido e pouco atraente, a entidade impôs aos clubes uma fórmula que torna o certame ainda mais esvaziado em 2014.

Com 19 datas disponíveis, o lógico, o racional, além de mais justo, seria realizar um Campeonato em que todos jogassem contra todos e ficasse com o título quem fizesse mais pontos. E, que caíssem, os quatro clubes que fizessem menos.

Mas a simplicidade e a transparência não fazem parte da cartilha de quem administra a FPF.

O mais lamentável de tudo isso é ver que os clubes do interior permanecem catatônicos cada vez que são chamados para votar. Infelizmente, o Interior não conhece a sua própria força.

Unidos, os dirigentes dos clubes do interior poderiam reorganizar-se, voltar a transformar suas agremiações em celeiros de craques, a terem independência financeira. Recuperando a alta estima, trazendo de volta os torcedores aos estádios.

O terror estabelecido pela FPF e a falta de iniciativa dos responsáveis pelos clubes, no entanto, contribuem para um suicídio coletivo do esporte na chamada interlândia, de tão boa memória.

Somente um clube – o Bragantino – ousou reclamar. Parabéns a seu presidente.

Mas sufocado pela adesão e pelo medo dos demais, também sucumbiu.

A FPF fez um sorteio com transmissão ao vivo pela TV, inclusive pela TV Globo. Nenhuma novidade: fórmula capenga e zero de atratividade.

A transmissão ao vivo pela TV de um sorteio de uma fórmula de disputa pré-concebida e com cartas marcadas é só uma tentativa de dourar a pílula, de fingir que tudo é feito às claras.

Mas as execuções animalescas de pessoas à forca na Idade Média pelos carrascos também eram assistidas por multidões. E nem por isso deixavam de ser manifestações de barbáries e de censura extrema a idéias renovadoras.

O PORTAL FUTEBOL INTERIOR cumpriu sua parte: alertou, chamou a atenção dos dirigentes esportivos. Defendeu o Interior e seus clubes.

Lamentavelmente não podemos votar por eles, torcedores.

Mas continuaremos em nossa trincheira, esperando que um dia o Interior acorde. E se liberte.

Haverá eleições na FPF no ano que vem.

Quem sabe… Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

Por enquanto, fiquemos com a maquiagem. Com as fórmulas bonitinhas, mas terrivelmente ordinárias.