Leilão fracassa e Guarani se livra de perder Brinco... por enquanto!
A dor de cabeça, porém, ainda não cessou, já que um novo leilão deve ser agendado com um valor reduzido
O leilão do Estádio Brinco de Ouro, que aconteceu na tarde desta quarta-feira, fracassou. Apesar das especulações, empresa alguma demonstrou interesse em arrematar os cerca de 70% do terreno onde está localizado o estádio e o clube
Campinas, SP, 30 (AFI) – O torcedor do Guarani pode respirar aliviado, pelo menos por enquanto. Isso porque o leilão do Estádio Brinco de Ouro, que aconteceu na tarde desta quarta-feira, fracassou. Apesar das especulações, empresa alguma demonstrou interesse em arrematar os cerca de 70% do terreno onde está localizado o estádio e o clube, no leilão realizado na 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Campinas.
Sala de leilão cheia, mas sem interessados no BrincoFoto: George Facin/Agência FIApesar do alívio por ver o imóvel arrematado por um valor bem inferior ao valor de mercado, o Bugre ainda não venceu a guerra. Segundo o leiloeiro Fernando Serrano a situação está completamente indefinida.
“Isso ainda vai depender de uma série de fatores. Pode ocorrer um leilão por um valor mais caro, por um valor mais barato, pelo mesmo preço ou então pode ser que nunca mais volte a leilão. Tudo vai depender das ações do credor e do devedor, além da análise e decisão do juiz”, disse.
A afirmação desmente a informação de que um leilão deva ser agendado, nos próximos dias, com valor de lance mínimo de 50% do valor de avaliação do Brinco, que é de R$ 210 milhões.
Curiosamente, os R$ 105 milhões de valores mínimos do próximo leilão é também o valor de consulta feito por um interessado, que optou por se identificar. A consulta, contudo, não foi considerada um lance mínimo.
Presente no evento, o presidente Álvaro Negrão procurou tranquilizar o torcedor bugrino. “Estamos fazendo todo o possível para evitar que nome do Guarani caia na mídia de forma negativa. Infelizmente heranças das últimas diretorias, mas nós e toda a coletividade bugrina estamos trabalhando para resgatar o clube, de forma que a cidade seja engradecida”, disse.
Surpresa
A ausência de um interessado em arrematar o terreno acabou surpreendendo, tendo em vista as informações de que empresas do ramo da construção poderiam dar um lance. Além de um grupo de investimento chinês, o nome da construtora Odebrecht também foi ventilado.
O leilão do Brinco é fruto de uma série de processos trabalhistas que o clube acumulou nos últimos anos. Neste caso específico há um processo do ex-lateral esquerdo Gustavo Nery, no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, que somado a outras quatro ações dá um valor aproximado de R$ 5 milhões.
O time alviverde trava uma batalha jurídica para impedir o leilão de seu patrimônio desde 2010. O clube conseguiu cancelar os leilões em três oportunidades para ganhar tempo, sendo que em uma delas transferiu a dívida para um terreno à beira da Rodovia dos Bandeirantes. O local chegou a ir a leilão, mas não houve interessados. Desta vez, apesar de várias tentativas dna Justiça, o departamento jurídico não conseguiu um novo cancelamento.
Negrão acompanhou o leilão de pertoFoto: George Facin/Agência FI
Prejuízo
Um dos temores da diretoria do Bugre é ver o terreno do estádio ser arrematado por um valor bem inferior ao que esperava ganhar com uma possível venda. De acordo com uma consultoria feita pelo clube, hoje o complexo do Brinco valeria em sua totalidade quase R$ 500 milhões.
Tais cifras são vistas como a salvação do Guarani, que tem sido vítima das administrações de José Luís Lourencetti, Leonel Martins de Oliveira e Marcelo Mingone. Hoje, a divída total do clube já beira os R$ 200 milhões, sendo boa parte resultado de processos trabalhistas.
Para tanto, já existe um projeto encaminhado à prefeitura municipal para a viabilização da construção de um complexo imobiliário no entorno do Brinco de Ouro e a construção de uma arena no local.
Um dos fatores que dificultam tanto o leilão como a negociação da área é que o terreno é dividido em várias matrículas. Uma delas foi, inclusive, cedida pela Prefeitura e só poderia ser unificada às outras com aprovação do poder público.





































































































































