Paulistão: "Grupo da Morte" promete tirar o sono de Ponte, Lusa e Santos
A FPF não utilizou um critério técnico coerente para dividir os clubes nos potes e prejudicou os três clubes
As chaves foram definidas com transmissão ao vivo e teve direito a potes, bolinhas e tudo que envolve uma Copa. E como pede a tradição, toda Copa tem uma um “grupo da morte”. E com o Paulistão não foi diferente. Pior para Santos, Ponte e Lusa.
Campinas, SP, 30 (AFI) – A Federação Paulista de Futebol (FPF) armou um “circo” para tentar copiar a Copa do Mundo no sorteio dos grupos do Campeonato Paulista. As chaves foram definidas com transmissão ao vivo e teve direito a potes, bolinhas e tudo que envolve um mundial. E como pede a tradição, toda Copa tem uma um “grupo da morte”. E com o Paulistão não foi diferente. Pior para Santos, Ponte Preta e Portuguesa que caíram no mesmo grupo.
Ponte e Santos saíram prejudicadosFoto: Rodrigo Villalba/Agência FIA FPF não utilizou um critério técnico coerente para dividir os clubes nos potes. Por isso, acabou permitindo que o Grupo C contasse com três times de Série A: Lusa, Ponte e Santos – além de Paulista e São Bernardo. Como só dois de cada chave passam às quartas, no mínimo um dos três já está fora.
Como os times não enfrentarão rivais do próprio grupo, o “Trio Série A” pode ganhar todos os jogos, que mesmo assim não estará garantido. Por outro lado, eles podem ver um clube de um outro clube classificar com uma pontuação bem inferior.
“Como não teremos estes confrontos diretos, teremos que fazer nossa parte e ficar secando os rivais do grupo”, admitiu o presidente Márcio Della Volpe. “Independente disso, vamos entrar no campeonato para buscar uma vaga para as finais novamente”, disse.
Em comparação a outros grupos fica evidente o desnivelamento. O Grupo A, que teve como São Paulo o “cabeça-chave”, tem apenas um time do Brasileirão e nenhum outro das Séries A, B ou C. O mesmo ocorre com o Grupo B, do Corinthhians.
Voto vencido
Por influência do presidente de honra Sérgio Carnielli, Della Volpe se mostrou contra a fórmula anunciada, nesta quarta-feira. O dirigente alvinengro e o presidente do Bragantino, Marquinho Chedid, foram os únicos dos 20 clubes a se posicionarem contra, na reunião realizada há duas semanas.
“Infelizmente, naquela reunião, fomos votos vencidos. Depois disso, houve um consenso e, hoje, foi oficializado o novo regulamento”, explicou o cartola pontepretano.
Apesar da insatisfação, a Ponte não será um dos clubes mais prejudicados. Como foi quinta colocada em 2013, o clube tem garantida realização de oito dos 15 jogos em casa – outros times jogarão sete -, além de contar com dois duelos contra grandes em Campinas – metade dos clubes do Interior jogará contra apenas um grande em casa.





































































































































