Na Arábia, campeão mundial pelo SP pode pegar 6 anos de prisão

Fora do Brasil, meia é acusado de desviar mais de um milhão

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Campinas, SP, 30 (AFI) – Escondido no futebol arábe, o meia Leandro Bonfim pode voltar a ser destaque no Brasil, mas não pelo que mostra dentro de campo e sim porque pode pegar seis anos de prisão por evasão de divisas de US$ 490 mil (R$ 1,07 milhão). O Ministério Público Federal denunciou o jogador e a empresária Selenide da Silva na 2ª Vara da Justiça Federal da Bahia.

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Os dois são acusados de usarem doleiros para tirar dinheiro do país sem comunicar o Banco Central ou alguma autoridade fiscal. Duas empresas – Beacon Hill Service Corporation e o banco MTB Hudson – teriam sido usadas para realizar a transação.

Segundo o procurador da República responsável pelo caso, André Batista Neves, o esquema teria começado em 2001, quando o meia trocou o Vitória pelo PSV, da Holanda. Mesmo jogando no futebol brasileiro , Leandro Bonfim seguia mandando dinheiro para fora do Brasil de forma ilegal, de acordo com a investigação.

O crime de evasão de divisas prevê reclusão de dois a seis anos e multa. A pena ainda pode ser aumentada de um sexto a dois terços, pois os denunciados teriam repetido o crime diversas vezes.

Revelado pelo Vitória, como a jóia da coroa das categorias de base do Leão, o meia logo foi vendido ao PSV e, posteriormente, ao Porto, de Portugal. Em ambas equipes não conseguiu se firmar e acabou voltando ao Brasil, onde passou por Cruzeiro, Vasco, Fluminense e Bahia.

Em 2005, foi repatriado do futebol europeu pelo São Paulo como reforço para a disputa do Mundial de Clubes. Bonfim, porém, foi reserva no time de Paulo Autuori e sequer levantou o banco de reservas durante a disputa do torneio.