Processo de tombamento pode preservar Brinco na venda
ONG Garra Guarani surpreendeu a todos ao entrar com pedido de tombamento do estádio
A ONG Garra Guarani entrou, na manhã desta quarta-feira, com um pedido de tombamento do estádio no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt), órgão do governo do Estado de São Paulo.
Campinas, SP, 31 (AFI) – O Guarani enxerga a negociação do entorno do Estádio Brinco de Ouro como a salvação para seus problemas financeiros. No entanto, a atual diretoria encontrou um obstáculo a mais para concluiu um possível negócio. Isso porque a ONG Garra Guarani entrou, na manhã desta quarta-feira, com um pedido de tombamento do estádio no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt), órgão do governo do Estado de São Paulo (Veja o documento abaixo).
Protocolo do tombamento apresentado no leilãoFoto: George Facin/Agência FIUm dos representantes do grupo, o advogado Paulo Souza, apresentou o procotolo do processo aos dirigentes bugrinos, na tarde desta quarta, durante o leilão do Brinco. O documento acabou pegando todos de surpresa, mesmo que o tombamento ainda esteja apenas sob análise.
“Estamos trabalhando em conjunto com um grupo de historiadores, arquitetos e outros profissionais para embasar todo este procedimento. Este é um estudo que poderá demandar anos e, até lá, ninguém vai poder mexer em nosso estádio”, projetou Souza.
Mais um obstáculo
De acordo com informações do Condephatt, o tombamento de um imóvel não interferirá na propriedade do Bugre. Contudo, neste caso, qualquer de reforma no local deverá ser informada e analisa pelo organismo. Fato que só aumentaria a burocracia para que o time conclua seu projeto imobiliário.
Brinco pode ser tombadoA Garra Guarani já havia realizado diversas tentativas de pedido de tombamento no âmbito municipal. O Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), entretanto, nunca chegou a aprovar o processo.
Rival do Bugre, a Ponte Preta também chegou a enfrentar um problema por conta do processo de tombamento do Estádio Moisés Lucarelli. No caso da Macaca, o time conseguiu limitar o tombamento à fachada do Majestoso. Agora, se o clube vender o imóvel, a fachada – situada entre as duas torres – não poderá ser modificada.
Prejuízo futuro
O aumento da burocracia para a negociação do entorno do Brinco pode trazer ainda mais prejuízos na luta do Guarani em sanar seus problemas financeiros. A construção de do complexo imobiliário, que ocuparia 25% do área total, é vista como a salvação do clube, que tem sido vítima das administrações de José Luís Lourencetti, Leonel Martins de Oliveira e Marcelo Mingone.
Hoje, a divída total do clube já beira os R$ 200 milhões, sendo boa parte resultado de processos trabalhistas. Nesta quarta, a assessoria da juíza Sofia Lima Dutra, do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, informou que o Alviverde possui R$ 50 milhões somente em processos trabalhistas em fase de execução, ou seja, se considerar os que não foram executados a dívida é ainda maior.
Confira abaixo uma planta do projeto imobiliário do Bugre:






































































































































