Sul-Americana: Invasão pontepretana lembra os corintianos contra o Boca Juniors

Bandeiras com mais de dois metros foram vetadas nas bilheterias. Mas houve muita festa durante o dia todo

Desde as primeiras horas da manhã, a capital argentina se surpreendeu com a presença de grupos de torcedores vestidos de preto e branco. Para os mais desavisados, poderia ser uma “invasão corintiana”, já feita pelo Campeão Mundial Interclubes.

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Buenos Aires, ARG, 7 (AFI) – Desde as primeiras horas da manhã, a capital argentina se surpreendeu com a presença de grupos de torcedores vestidos de preto e branco. Para os mais desavisados, pdoeria ser uma “invasão corintiana”, já feita pelo Campeão Mundial Interclubes, que antes conquistou a Copa Libertadores da América em cima do Boca Juniors. Mas se tratava da “invasão pontepretana” para ver o jogo histórico entre Vélez e Ponte. As bandeiras maiores de dois metros foram barradas pelos policiais.

“Os policiais foram até gentis, mas foram rigorosos com os tamanhos das bandeiras”, falou o torcedores Reinaldo Costa, que deve engrossar o coro de mais de mil torcedores campineiros presentes na capital argentina.

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Após o almoço foi crescente o número de pontepretanos que chegou à Praça do Obelisco, ponto tradicional da capital. Com bandeiras, camsias e isntrumentos musicais, todos “deitaram e rolaram” à espera do jogo.

Muitos torcedores, os mais simples, fizeram verdadeiras loucuras para viajar. Houve quem vendeu móvel, celulares e roupas para juntar o dinheiro suficiente. (foto – Rafael Seixas/PontePress)


OS VALORES

A agência da Ponte Preta oferecia um pacote completo, com vôo de ida e volta, uma estadia, alimentação, transporte do aeroporto até o hotel e depois do hotel até o estádio, mais o ingresso por R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais).

Muitos torcedores deixaram Cumbica, de Guarulhos, na madrugada (primeiras horas de quinta-feira), sem hospedagem e com retorno também na madrugada – três horas após o jogo. Algo em torno de R$ 900,00 (novecentos reais).

Alguns torcedores, que viajaram mesmo na raça, foram sem dinheiro para comprar ingresso, de 450 pesos ou 50 dólares – perto de R$ 120,00, além de recursos para a alimentação.
“Pela Nega Véia a gente fica sem comer e passa fome. Mas o pessoal aqui está feliz e um ajuda ou outro”, falou Leonardo Pereira, que mora na periferia de Campinas.

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Os “mais abastados” aproveitaram a chance para ficar o final de semana em Buenos Aires, outros dois dias, como Luís Possolo, sócio do Clube Fonte São Paulo, que viajou ao lado de alguns amigos, como o “professor” Ricardo Babini, Juliano Bosco e outros.

“Nós vamos ficar lá após o jogo e vamos em alguns lugares tradicionais, comer e beber um bom vinho”, disse Possolo, um conhecido degustador de vinho.

A ausência sentida foi do amigo Wilson Jacomi, que teve problemas de última hora com documentação.

“Iria com um clube num jatinho para 12 pessoas. Mas estou com meus documentos vencidos e não consegui nem passar no Poupa Tempo. Mas vou torcer de Campinas mesmo, pela televisão”, explicou.

Na verdade, a torcida da Macaca acompanhou o time desde sua saída de Campinas, no Aeroporto de Viracopos, na terça-feira. Veja a foto acima (Ponte Press – Thiago Toledo)