Figueirense 2 x 1 Guaratinguetá - Guará joga bem, mas é operado em Floripa
Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense, "visitou" os árbitros antes do jogo...
Contando com o favorecimento discarada da arbitragem, o Figueirense aproveitou a chance importante de encostar no G4, grupo de acesso, do Campeonato Brasileiro da Série B ao vencer, por 2 a 1, o Guaratinguetá
Florianópolis, SC, 9 (AFI) – Contando com o favorecimento discarado da arbitragem, o Figueirense aproveitou a chance importante de encostar no G4, grupo de acesso, do Campeonato Brasileiro da Série B ao vencer, por 2 a 1, o Guaratinguetá, neste sábado à noite, no fechamento da 34.ª rodada, atuando dentro do Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
O resultado foi injusto, porque o gol da vitória catarinense saiu quando o time paulista era bem melhor em campo. Além disso, teve contra si um pênalti inexistente marcado e um gol, no mínimo, duvidoso, quando o zagueiro Thiego cabeceou e estava em posição duvidosa – impedido.

Mas a vitória deixou o Figueirense com 52 pontos, em sétimo lugar, a apenas um ponto do Icasa, com 53 pontos, em quarto lugar. O time paulista, que entrou em campo disposto a empatar, lutou bastante e merecia ter atingido o seu objetivo. Ficou com 41 pontos, em 14.º lugar, ainda ameaçado pelo rebaixamento. Há quatro jogos não perdia, com quatro empates e uma vitória.
PRESIDENTE FEZ PRESSÃO
Coincidentemente, antes do jogo, o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho, foi visto nos vestiários do trio de arbitragem. O árbitro foi o carioca Grazianni Maciel Rocha e os auxiliares foram do Paraná (isso mesmo do alado de Santa Catarina, segundo os mapas) Adair Carlos Mondini e Luciano Roggenbaum. Além dos erros graves do trio, o árbitro carioca se mostrou confuso na aplicação de faltas e cartões.
Delfim está na Federação Catarinense desde 1983, quando foi convidado para integrar a chapa de Pedro Lopes como vice-presidente da FCF. Já em 1985, assumiu interinamente a Presidência da Federação Catarinense de Futebol e no ano seguinte, começava à “Era Delfim”, com sete mandatos. Ele está na entidade, portanto, há 30 anos ou três décadas.

Nascido em Itajaí (SC), se formou em Direito em Florianópolis, sendo depois vereador em sua cidade natal e assumindo interinamente a prefeitura. Depois se elegeou deputado, até descobrir a “mina de ouro”: a Federação Catarinense e Futebol. Ele é considerado o “braço direito” da candidatura à CBF de José Maria Marim e Marco Polo Del Nero.
Detalhe: os clubes da Série A, em 2014, vão ter direito à voto. O Estado está prestes a colocar dois clubes na Série A: Chapecoense, vice-líder, Figueirense e Avaí que estão perto do G4. Ou seja, serão dois votos catirinense, além do voto da Federação.
PÊNALTI INVENTADO E GOL IMPEDIDO
O primeiro gol saiu aos 15 minutos, num pênalti bem cobrado por Rafael Costa, que deslocou o goleiro Saulo. Mas houve muita reclamação na marcação da penalidade máxima, não confirmada nas imagens da televisão. Mas o Guará foi à luta e empatou aos 23 minutos. Rafinha arriscou o chute de fora da área, a bola desviou no zagueiro Gutti e tirou o goleiro Tiago Volpi da jogada.
No segundo tempo, o Guará atuou melhor, criou três grandes chances para marcar o gol que transformaram o goleiro Tiago Volpi num dos melhores em campo. O lance mais incrível aconteceu aos 25 minutos, quando Rafinha desceu pelo lado esquerdo da área e cruzou. Saci tentou tirar e quase fez contra. O goleiro Volpi ainda tocou levemente na bola que fez uma curva e bateu na trave. Na sobra, Alex Afonso ainda chutrou da pequena área e o zagueiro Gutti aliviou.
Pressionado, o técnico Vinícius Eutrópio foi corajoso. E mostrou ser pé quente. Tirou o volante Paulo Roberto para a entrada do meia Tchô. Quando o time paulista estava melhor, sofreu o gol aos 31 minutos. Tchô lançou Ricardinho que fez o levantamento para o segundo pau. O zagueiro Thiago, em posição duvidosa, apareceu para testar firme para as redes.
Aos 38 minutos, o volante Júlio César perdeu a cabeça com as reclamações de alguns companheiros e deu um empurrou no rosto do companheiro Fransérgio e foi expulso. Com um a menos, ficou difícil para o time paulista buscar o empate. O Figueirense se estabilizou e ainda perdeu outras chances para ampliar o placar e aliviar a tensão da torcida. Uma dels, incrível com Ricardinho, que bateu para fora.
JOGOS NA TERÇA-FEIRA
A 35.ª rodada será toda disputada na terça-feira à noite. O Figueirense vai enfrentar o ABC, às 19h30, de novo, no Orlando Scarpelli. Sem Wellington Saci, suspenso com três cartões amarelos. O time paulista vai atuar diante do lanterna ASA, de novo, fora de casa, na cidade de Arapiraca (AL).





































































































































