Ponte Preta no inferno, enquanto o "diabo" Bolicenho curte o céu na ABEX

Macaca é vice-lanterna do Brasileirão, enquanto Bolicenho garantiu sua boquinha no comando de entidade novata

Enquanto a Ponte Preta está na beira do abismo, num verdadeiro "inferno astral" no Campeonato Brasileiro, ameaçada de rebaixamento, o "diabo", o ex-executivo de futebol, Ocimar Bolicenho, está no céu.

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Campinas, SP, 11 (AFI) – Enquanto a Ponte Preta está na beira do abismo, num verdadeiro “inferno astral” no Campeonato Brasileiro, ameaçada de rebaixamento, o “diabo”, o ex-executivo de futebol, Ocimar Bolicenho, está no céu. Depois de cometer uma série de erros infantis no comando do futebol, sempre apoiado pelo inexperiente presidente Márcio Della Volpe, o ex-executivo de futebol da Macaca foi, nesta segunda-feira, reeleito presidente da ABEX Futebol (Associação Brasileira dos Executivos de Futebol) para os anos de 2014-2015.

O último evento deste ano aconteceu em Porto Alegre, no Radisson Hotel. O encontro contou com executivos e gerentes da área. No final da tarde, encerrando o evento, ocorreu a eleição e a posse da diretoria da ABEX, que terá novamente no cargo da presidência, Ocimar Bolicenho, eleito por unanimidade. Não se sabe quanto vai ganhar por mês na entidade, certamente, bem menos dos R$ 80 mil que receberia de salário em Campinas.

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HERANÇA MALDITA
Bolicenho chegou à Ponte Preta em março de 2012. Na época tinha no currículo vários fracassos em clubes por aonde tinha passado, tendo sido rebaixado com o Atlético-PR, depois com o Marília-Sp e deixando má impressão em Santos. Ele deve ter um empresário ou procurador bom de conversa, porque mesmo assim garantiu seu emprego de luxo no Majestoso.

Há quem garante que ele foi indicado por Andres Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de futebol da Seleção Brasileira. Na Ponte Preta, como esperado, ele acumulou erros em cima de erros na gestão esportiva. O “auge” aconteceu no início do Campeonato Brasileiro, quando comandou contratações equivocadas e terminou com a contratação do técnico Paulo César Carpegianni.

Tantos erros seguidos, deixaram o time muito atrás na disputa pelo Brasileirão. Tanto que, neste momento, após 33 rodadas, a Macaca ocupa a vice-lanterna, com 34 pontos. No começo de setembro, depois de receber muitos críticas, ele teria sido demitido a pedido de Sérgio Carnielli, “presidente de honra” do clube. A assessoria de imprensa do clube, porém, anunciou que Bolicenho pediu demissão e ainda fez elogios ao seu trabalho. Qual trabalho?

Daí ficam várias dúvidas no ar. Uma delas é de que Della Volpe acreditava na contratação de Bolicenho que ele teria forças de bastidores para ajudar a Ponte Preta. A outra que Bolicenho só cumpriria seu papel no clube, mas preocupado em fortalecer a entidade criada por ele. Estas respostas, agora, no entanto, não ajudam em nada na luta da Ponte Preta contra o rebaixamento para a Série B, que pode significa a perda de uma receita de R$ 30 milhões (da televisão) para a temporada de 2014.

O EVENTO
O professor João Paulo Medina, da Universidade do Futebol, concedeu uma aula presencial de encerramento do Curso de Gestão Técnica do Futebol.

Em seguida, o professor Álvaro Melo Filho palestrou sobre “Um modelo de fair play financeiro para clubes de futebol do Brasil”.

Bolicenho encerrou o evento com um “belo” discurso, talvez o mesmo que usou para iludir os ingênuos dirigentes pontepretanos.

“Foram dois anos de amadurecimento da entidade, onde procuramos criar um relacionamento de ética e respeito entre os profissionais do mercado. Esse primeiro objetivo foi atingido, agora o que precisamos na ABEX é consolidar as atividades da associação e darmos nossa contribuição para a organização do futebol. Agradeço à todos pela reeleição”, disse o presidente Ocimar Bolicenho.