Novo técnico chega ao Bugre falando em reconstrução e atenção à base

Fernandes espera aliar a experiência de acessos, “reconstruções” e formação de atletas para conquistar acesso

Reconstrução e categorias de base. Estas foram as duas palavras mais emblemáticas na apresentação do técnico Márcio Fernandes no Guarani, na tarde desta segunda-feira.

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Campinas, SP, 18 (AFI) – Reconstrução e categorias de base. Estas foram as duas palavras mais emblemáticas na apresentação do técnico Márcio Fernandes no Guarani, na tarde desta segunda-feira. E, pelo discurso do treinador, ambas serão trabalhadas em conjunto para a recuperação da credibilidade do Bugre enquanto ele estiver cumprindo seu contrato, que a princípio se estenderá até o final de 2014.

0002048130735 imgFernandes em sua apresentaçãoFoto: George Facin/Agência FI

Fernandes espera aliar sua experiência de vários acessos, “reconstruções” de outros times e formação de jogadores para devolver o Alviverde à elite do Campeonato Paulista. Para exemplificar como será seu trabalho, ele lembrou das semelhanças entre Guarani e Santos, onde trabalhou de 2003 a 2009.

“O Guarani sempre foi um celeiro de jogadores. Aqui, como no Santos, parece que nasce jogador. Então temos de prestar atenção para que aquele jogador que está do lado, que não é muito aproveoitado, possa vir a ser um novo Careca, um Júlio César. Esta é nossa intenção”, afirmou.

Currículo dá suporte
E Fernandes tem “know-how” para tal aspiração. Afinal, quando trabalhou na base do Peixe, entre 2003 e 2008, o treinador viu passar por suas mãos ninguém menos que os Meninos da Vila Robinho, Diego, Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Para que o Bugre consiga voltar a revelar grandes jogadores e se reconstuir, Fernandes pediu paciência. Ele não se considera um “milagreiro” e sabe que é necessário um bom planejamento para que a montagem de um bom time, que honre as tradições bugrinas.

“Às vezes, as pessoas pensam que vamos fazer um milagre. Não é assim. Temos que ter paciência para que os jovens possam render”, avisou. “Temos que ter um alicerce. Às vezes, você precisa ter alguns jogadores mais rodados. Eles podem até não ser titulares, mas dão suporte para a formação dos mais novos”, explicou.

0002048130747 imgFernandes falou à Rádio FI antes da chegadaFoto: George Facin/Agência FI

Passado “reconstrutor”
No Santos, o novo técnico alviverde viveu um momento de turbulência. Naquela oportunidade, ele assumiu o Alvinegro praiano afundado na zona de rebaixamento do Brasileirão 2008, distante seis pontos dos próximos clubes da degola. No final, conseguiu uma arrancada, que livrou o time do rebaixamento – caíram Figueirense, Vasco, Portuguesa e Ipatinga.

“E olha que no Brasileirão você joga na quarta com Flamengo, no domingo com o Inter e na quarta com o Cruzeiro”, comparou. “Naquela época, muitos nomes renomados não aceitaram fechar com Santos, por medo de cair. Agora, este é um projeto que pego desde o início. Não foi o que aconteceu naquele Santos”, completou.

Nos últimos anos, Fermandes conseguiu grandes feitos. Em 2010, foi campeão com do Paulista da Série A3 e vice da Copa Paulista com o Red Bull. No ano seguinte, levou o Comercial à elite paulista e novamente foi vice na Copa Paulista. Em 2013, foi campeão brasiliense pelo Brasiliense.

Depois do Estadual, ele topou um dos maiores desafios de sua carreira. O treinador assumiu o Shangai Shenhua na zona da degola e, não só livrou o time do rebaixamento, como terminou a competição na oitava posição, com 38 pontos. “Coisa que nunca havia contecido desde a fundação da equipe (em 1993)”, reforçou.

Considerações finais
Ciente de que o Guarani vive problemas financeiros, Fernandes aposta na diretoria do Bugre para reerguer o time. Ele rasgou elogios ao presidente Álvaro Negrão, o diretor de futebol Rogério Giardini e o supervisor de futebol Luiz Simplício.

“O que me seduziu foram as pessoas que fazem parte da familia guarani. Assim como eles procuram ver o caráter do treinador, o treinador também procura ver as pessoas que estão dirigindoo clube. Hoje são pessoas do mais alto gabarito, íntegros. Eles podem fazer com que tenhamos confiança de que o Guarani será forte como nos tempos que em que fui jogador”, afirmou.

O treinador também acredita que a fórmula mais justa para Série A2 é a de pontos corridos. “É a fórmula mais justa. Eu como treinador de uma equipe grande, a acredito que esta fórmula seja boa para gente. Desde que a gente monte um time em condições de vestir a camisa do Guarani”, concluiu.