Artilheiro de time da Série B vai a júri popular por suposto aborto

Segundo denúncia do MP, jogador teria comprado remédios abortivos para sua namorada tomar

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Joinville, SC, 26 (AFI) – Afastado do Joinville por problemas pessoais, o atacante Lima, maior artilheiro da história do clube, vai parar no banco dos réus. Em decisão publicada na última segunda-feira, pela a pela juíza da 1ª Vara Criminal de Joinville, Karen Francis Schubert Reimer, o jogador será levado a júri popular, ao lado da namorada, Thais Helena de Oliveira, pelo crime de aborto.

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O julgamento ainda não teve data confirmada. A pena prevista para a dupla pode chegar até a três anos de prisão. Eles serão levados a júri, pois o crime de aborto é considerado contra a vida. O casal foi denunciado pelo Ministério Público por suposto aborto provacado em 2011. Lima ainda reponderá por “deixar de prestar assistência à criança abandonada ou extraviada.” Tanto Lima quanto Thaís poderão recorrer ao caso em liberdade

“Após a ré Thais receber de Lima quatro comprimidos Citotec, dirigiram-se ambos para o apartamento dele, com o propósito de interromperem a indesejada gravide. Não se consumando o aborto por circunstâncias alheias às vontades dos denunciados”, relatou o MP no processo, que utilizou depoimento e uma ultrassonografia para confirmar que a gravidez foi interrompida.

Um dos depoimentos chaves foi feito pela mãe de Thais. Ao delegado, Adriano Bini, ela disse que a filha sofreu aborto sob coação do jogador. Além disto, o nome do atacante foi encontrado em listas de pessoas presas por vender o medicamento.

As partes se defendem do caso e afirmam que o aborto foi feito de forma espontânea. Em depoimento, o jogador afirmou que Thais mudou disse à Justiça que foi obrigada a fazer o aborto para que ele fosse preso. O presidente do JEC, Nereu Martinelli, disse que não vai entrar em problemas pessoais do atleta.