Cartolas agem lentamente e elitista Bom Senso ganha força no Governo
Bom Senso é um movimento elitista, que exige direitos dos clubes, que vão perder receitas. E os salários?
Finalmente os cartolas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) parecem estar acordando para o movimento Bom Senso, uma ação elitista, promovidas por jogadores dos principais clubes brasileiros.
Rio de Janeiro, RJ, 27 (AFI) – Finalmente os cartolas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) parecem estar acordando para o movimento Bom Senso, uma ação elitista, promovidas por jogadores dos principais clubes brasileiros. A entidade já admite algumas mudanças, mas o líder do movimento, o zagueiro Paulo André, do Corinthians, achou “tudo superficial”. A inoperância dos dirigentes já era esperada, afinal o presidente da CBF é José Maria Marin, que pegou o cargo por acaso após a renúncia de Ricardo Teixeira, acusado de inúmeras ações ilegais e que até hoje não sofreu nenhuma punição.

Segundo comunicado da CBF, a entidade também é a favor da limitação do número de jogos do calendário para o limite máximo de 65 jogos. Mas isso vai implicar numa redução considerável de receita dos clubes que, por conseqüência, terão que achar uma solução.
A mais lógica, é sugerida pelo Portal Futebol Interior, é um escalonamento salarial. Dentro do Campeonato Brasileiro, por exemplo, existiriam vários padrões de salários, com limites e poucas exceções. Isso já acontece em alguns países, como na Coréia do Sul, e também em esportes norte-americanos, como no basquete, futebol americano e beisebol.
O movimento é elitista, porque é feito por cerca de 3% dos profissionais de futebol do Brasil. Faz exigências sobre os pagamentos em dias dos clubes, mas jamais analisa a absurda politica salarial dos principais jogadores, com valores astronômicos. Num clube grande como o São Paulo, alguns jogadores recém-saídos da base ganham até R$ 100 mil reais por mês. Os jogadores titulares têm salários, que variam de R$ 150 até R$ 800 mil reais.
Estes valores, utilizados na Série A do Brasileiro (Brasileirão) acabam puxando para cima os salários das outras divisões, como das Séries B, C e D, onde os clubes não disponhem de recursos para manter seus elencos. Isso porque a distribuição de valores das transmissões de televisão é injusta e também beneficia os grandes clubes. Ou seja, também é elitista e não se preocupa com os demais clubes – os 97% do país.
FÉRIAS E PRÉ-TEMPORADA
A CBF não vê motivo no pedido de 30 dias de férias, porque elas já são regulamentadas. E admite que pode programar um período de mais 30 dias para a preparação e condicionamento dos jogadores.
Sobre a participação dos jogadores nos congressos técnicos, que definem as fórmulas de campeonato, segundo a CBF, isso já existe extra-oficialmente e que não vê dificuldade é achar “uma solução para esta queixa”.
“Tudo ainda está muito superficial. E vamos tomar medidas mais fortes em breve”, prometeu Paulo André.

Os últimos protestos feitos nas últimas três rodadas são irregulares e deveriam ser punidos. Após o apito dos árbitro, na rodada do final de semana, os jogadores sentaram no gramado e cruzaram os braços, num ato anti-desportivo que deveria, no mínimo, ser punido por cartão amarelo. A arbitragem, porém, não deve ter recebido nenhuma recomendação, o que prova a fragilidade dos dirigentes esportivos, que podem se dar mal com o Bom Senso, que parece mais bem articularo e mais perto do Congresso Nacional, onde as leis são aprovadas, nem sempre as mais justas.
Situação semelhante aconteceu no final dos anos 90, quando um movimento de jogadores da elite nacional acabou com a Lei do Passe dentro da Lei Pelé. Esta mundaça radical fragilizou os clubes formadores e beneficiou rapidamente empresários, que nunca tinham investido no futebol. Será que o mesmo erro será repetido 15 anos depois?





































































































































