Gerente da Ponte Preta se arrepia, fala da torcida, de ídolos e novos herois

Lembrou dos ídolos do passado e elogiou a raça dos herois atuais na final da Sul-Americana

O gerente de futebol Marcus Vinícius, que assumiu com vibração o futebol da Ponte Preta depois da passagem nefasta de Ocimar Bolicenho, não se conteve de emoção ao final do jogo entre Ponte Preta e São Paulo, em Mogi Mirim, com o empate por 1 a 1, e

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Mogi Mirim, SP, 24 (AFI) – O gerente de futebol Marcus Vinícius, que assumiu com vibração o futebol da Ponte Preta depois da passagem nefasta de Ocimar Bolicenho, não se conteve de emoção ao final do jogo entre Ponte Preta e São Paulo, em Mogi Mirim, com o empate por 1 a 1, e que levou o time à sua primeira decisão internacional. Agora espera Lanus-ARG ou Libertad-PAR, que se enfrentam nesta quinta-feira, em Buenos Aires.

“Me emocionei muito quando vi hoje uma reportagem do técnico Jair Picerni, dizendo que a Ponte Preta merece ser campeã porque já foi muito prejudicada em sua história. Isso me fez arrepiar”, comentou Marcão.

Picerni, ex-lateral e ex-técnico da Ponte Preta, participou como jogador a decisão histórica com o Corinthians, em 1977, em três jogos, todos eles realizados no Morumbi, em São Paulo.

“Como daquela vez não deixaram a gente jogar em nossa casa”, lembrou Picerni e recordou Marcão.

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TROCA DE CHIP
Marcão reconheceu que, de repente, o time sentiu que seria melhor abraçar a Copa Sul-Americana do que tentar um “milagre” de salvar o time do rebaixamento no Brasileiro.

“É difícil trocar o chip. O grupo se uniu, se fechou com o trabalho incrível do Jorginho (técnico) e soube atuar nesta competição difícil, com jogos decisivos. Infelizmente estamos praticamente rebaixados no Brasileiro para a Série B, mas isso já aconteceu outras vezes e vamos voltar logo. Mas agora podemos sonhar com o título inédito”, comentou.

E completou:

“Aos poucos, os jogadores sentiram que o bicho não era tão feio e tão grande assim e que seria possível chegar à final. E eles conseguiram. Estou com 40 anos e até me deu vontade de voltar a jogar. Vi a torcida saindo da frente do estádio à tarde, depois bandeiras por todos os lados da estrada”.

E lembrou ainda que a Ponte Preta já teve grandes esquadrões e grandes ídolos, como Dicá, Marco Aurélio, Oscar, Polozi, Juninho e tantos outros.

“E, de repente, estes garotos podem dar um título tão esperado pela torcida”, finalizou.