Blog do Ari: Ponte tem mais time do que o Lanús; saberá explorar isso?
Caminho continua aberto para pontepretanos conquistarem título inédito
São-paulino consciente que assistiu a vitória do Lanús sobre o Libertad do Paraguai por 2 a 1, na noite desta quinta-feira na Argentina, de certo está se perguntando: ‘puxa que chance perdemos de conquistar o bi da Copa Sul-Americana, se não fôssemos superados pela Ponte.
Corintianos e santista que viram o time do Lanús abusar de chutões e colocar muito pouco a bola no chão também diriam que se as suas respectivas equipes fossem disputar esta final também seria barbada.

Ora, então que a Ponte Preta seja mais ela. A boleirada que lembre diuturnamente no prêmio de R$ 2 milhões que a diretoria oferece ao Departamento de Futebol em caso de título, pra ‘ralar a cara’ e conquistá-lo.
Basta botar na cabeça que a repetição do rendimento nas duas partidas diante do São Paulo é suficiente para ser campeão. Ou em circunstâncias normais o Lanús tem mais bola do que a Ponte?
Claro que futebol é jogado e lambari é pescado. Evidente que o emocional é determinante nestas ocasiões, e o Lanús está mais familiarizado a decisões.
Cabe, então, um trabalho preparatório ao elenco pontepretano de como não deixar os nervos interferirem na produção da equipe.
Se tudo for trabalhado nos conformes, aponte o diferencial que poderia ser favorável ao Lanús?
BOA DEFESA
O time argentino tem uma cara bem definida. Na noite desta quinta-feira foi possível conferir pouca variação em relação à partida da semana passada.
Ele tem uma boa defesa? Tem. Os zagueiros Goltz e Isquiedoz são firmes e raramente perdem jogadas. Mas são rebatedores. Chutam a bola para o lado que o nariz está virado.
Precavidos, os laterais Araujo e Valázquez só saem na boa. Interessante é a diagonal feita por eles. Quando a jogada do ataque adversário é centralizada, um deles fecha por dentro se transforma num terceiro zagueiro, revivendo a aplicação da consagrada fórmula defensiva antes do surgimento do ‘ala’.
Assim, a defesa fica compactada, naturalmente coadjuvada pelos volantes Gonzáles e Somoza, por vezes sobrecarregados. É que o meia Pasquini e os atacantes que jogam pelos lados do campo só recuam basicamente pra cercar o adversário. Desarmam pouco.
Como o Lanús se distribui com três atacantes, observa-se distância de compartimentos. Em ração disso, é comum a bola ser alongada para os atacantes Melano e Acosta, respectivamente nos lados direito e esquerdo, que visam o cruzamento para o centroavante Santiago, fraco tecnicamente, mas típico jogador de área a espera de falhas de defensores para completar as jogadas.
Nas duas partidas do Lanús pela semifinal da Sul-Americana, Melano pautou pela correria e pouca imaginação. Acosta, que lembra o pontepretano Rildo, guardada as devidas proporções, é o melhor jogador do time argentino e saiu machucado ainda no primeiro tempo.
LIBERTAD ATACA
De novo o Libertad se atirou ao ataque desde o início, mas a qualidade do setor ofensivo, então restrita às incursões do atacante Romero pelo lado direito, foi neutralizada.
Logo, restou disposição dos jogadores paraguaios na movimentação, toques curtos de bola, porém sem a devida objetividade.
E a exemplo do jogo no Paraguai, o Libertad voltou a alçar bola da intermediária à área adversária, com devolução de cabeça através dos altos defensores argentinos.
Se no primeiro jogo cruzamentos que saíram do fundo do campo confundiram a marcação do Lanús, desta vez sequer foram colocados em prática.
A tendência é que o meia Ortiz volte contra a Ponte. Ele é mais rápido do que o reserva Pasquini, e não jogou nesta quinta-feira porque estava suspenso.





































































































































