Projetos de São Paulo recebem Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
As Iniciativas foram premiadas em diversas categorias pela Fundação Banco do Brasil
As Iniciativas foram premiadas nas categorias “Gestores Públicos” e “Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária”
Campinas, SP, 29 (AFI) – O estado de São Paulo conquistou duplamente o segundo lugar na 7ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A inicitiva Agrofloresta Baseada na Estrutura, Dinâmica e Biodiversidade Florestal concorreu na categoria Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária, enquanto a tecnologia social Jogo Oasis – Mobilização Cidadã como Ferramenta de Política Publica – participou da categoria “Gestores Públicos”. Cada uma foi premiada com R$ 50 mil, pela 2ª colocação, e recebeu ainda um ultrabook e material de divulgação.

Desenvolvimento econômico e social com a integração entre homem e natureza. Esse é o foco do projeto “Agrofloresta Baseada na Estrutura, Dinâmica e Biodiversidade Florestal”, localizado no município de Barra do Turvo (SP). Antes, a população tinha dificuldades para gerar renda com a agricultura tradicional. O sistema agroflorestal não utiliza fogo para limpar a área de cultivo e introduz na floresta novas espécies com ciclos mais curtos, a exemplo da mandioca, milho e algumas árvores frutíferas. A intenção é gerar renda, imitando o processo natural das planta. Com o passar do tempo, surgem diversas culturas por regeneração, o que seria impossível na agricultura convencional em que essas espécies são eliminadas.
EM VINTE ANOS
A engenheira agrônomo e assessora técnica da Cooperafloresta, Lucilene Vanessa Andrade, esteve em Brasília (DF) para a cerimônia de premiação. Ela disse que ganhar o prêmio foi o reconhecimento de uma trabalho de quase 20 anos, que encontrou soluções simples para um problema social. “Realizamos esse trabalho desde 1996 e esse Prêmio foi o reconhecimento pela solução que encontramos para a agrofloresta. Consideramos ser essa a agricultura ideal para o planeta, pois a convencional está destruindo e desrespeitando o meio ambiente. A nossa técnica trabalha a relação homem e natureza”, afirmou Lucilene.
Desenvolvido pelo Instituto Elos, a tecnologia social Jogo Oasis, da cidade de Santos (SP), é uma ferramenta de apoio à mobilização cidadã para a realização de sonhos coletivos. A tecnologia propõe um desafio de transformar espaços públicos, como praças públicas e quadras poliesportivas, com a participação popular e o uso de poucos recursos. A proposta é transformar os espaços comuns em lugares úteis, agradáveis e culturais, por meio da parceria entre o governo e a sociedade civil organizada.
“Esse prêmio é o reconhecimento público que fortalece, legitima o trabalho e abre portas para novas parcerias. Queremos transformar o Jogo Oasis numa política pública a serviço da educação, da construção de moradia e do desenvolvimento urbano”, disse Natasha Mendes, representante do Instituto Elos.
Prêmio
A 7ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social recebeu 1.011 inscrições, de todo o País o que resultou na certificação de 192 tecnologias. Esses projetos passaram a compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, que é um cadastro online que disponibiliza soluções desenvolvidas e aplicadas por instituições para os mais diversos problemas sociais. Dessas, 30 tecnologias se classificaram como finalistas e 15 receberam os prêmios de primeiro, segundo e terceiro lugar, em cada uma das cinco categorias: Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária; Juventude; Mulheres; Gestores Públicos; e Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades.
As vencedoras foram escolhidas segundo critérios de inovação, interação com a comunidade, poder de transformação social e potencial de reaplicabilidade. Todos os finalistas receberam um ultrabook, um vídeo sobre a tecnologia social e material de divulgação. As três primeiras colocadas foram premiadas, ainda, com R$ 80 mil, R$ 50 mil e R$ 30 mil, para o aperfeiçoamento das iniciativas. Nas sete edições, a Fundação BB e parceiros já investiram mais de R$ 3 milhões nas tecnologias sociais.





































































































































