Recém-eleito, novo presidente da Portuguesa promete mudanças

Ilídio Lico tentará levar a Lusa de volta aos tempos áureos da década de 90

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São Paulo, SP, 03 (AFI) – Praticamente confirmada na elite do Brasileirão por mais um ano, a Portuguesa sonha com voos mais altos nos próximos três anos, período que Ilídio Lico, eleito na última segunda-feira, ficará no cargo da presidência da Portuguesa. Ele comandará a Lusa ao lado de Roberto Santos (atual vice de futebol).

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Além disto, foram conhecidos os onze novos membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). Manuel da Lupa ficará no cargo até o próximo dia 31. A nova diretoria da Lusa assumirá o cargo no próximo dia 02. Antes, porém, dupla deve iniciar os trabalhos na montagem do elenco para a disputa do Paulistão

“Estou convicto em mim e nas pessoas que estão comigo. Espero que tenhamos a criatividade em formar uma equipe rapidamente, mas o imediatismo é difícil, pois não sabemos ainda quais jogadores ficarão, quais têm contrato…”, afirmou o novo presidente em entrevista à FPF.

Lico voltará à diretoria da Lusa depois de quase dez anos afastado. Entre 1994 e 2001, ele foi vice-presidente de futebol nas gestões de Manuel Gonçalves Pacheco e Amilcar Casado. No cargo, ele foi um dos responsáveis pela montagem do time da Lusa que conseguiu o vice-campeonato brasileiro de 1996 e revelou diversos jogadores.

“A minha expectativa e vontade é fazer com que a Portuguesa volte aos tempos áureos, como quando fomos vice-campeões brasileiros em 1996. Nos oito anos seguidos em que estive no futebol, em três consecutivos nós ficamos entre os melhores clubes do Brasil”, completou.

Crise sem fim…
Nos últimos dois anos, a Lusa tem atravessado um crise financeira sem fim. O presidente Manuel da Lupa e o ex-vice-presidente, Luís Iaúca, estão sendo processados pelo banco português Banif com uma dívida de R$ 40 milhões. Os dirigentes estão sendo cobrados por empréstimos tomados em seus nomes para a Portuguesa.

Na manobra financeira, a Lusa ofereceu sua sede social e direito econômicos de 30 jogadores, o que é considerado ilegal pela CBF. O artigo 27 da Lei Pelé proíbe os clubes de apresentar seu patrimônio como garantia para terceiros. A única exceção é quando a assembleia-geral do clube e a CBF permitem – o que não houve com a Lusa.

Em meio às irregularidades, a oposição da Portuguesa pede auditoria das contas do clube e também quer a renúncia de Manuel da Lupa. A torcida também considera o dirigente como um dos principais culpados pela queda de rendimento do clubes nos últimos anos.