Blog do Ari: ‘Cara’ do Lanús foi a mesma; Ponte não aproveitou os atalhos
Macaca não sou jogar em cima do erro do adversário e só empatou
O meu bom dia, já na madrugada desta quinta-feira, vai para o parceirão Cabeça, que diariamente participa conosco neste espaço.
Como na postagem anterior foi dissecada a característica deste time do Lanús, o pontepretano Cabeça sugeriu que o mapeamento desenhado pelo menos chegasse à comissão técnica da Ponte para avaliação.
Claro que a intenção não foi ensinar o pai nosso ao vigário, mas, em última análise, provocar reflexão ao treinador Jorginho e cia.
Elias armou as jogadas no segundo tempoFoto: Léo PinheiroAdiantou? Claro que não. Depois o arrogante sou eu, um simplista que toma cachaça em boteco, que faz uso do bilhete único no transporte coletivo, e troca o tênis pelo chinelão em qualquer ambiente.
Talvez a Ponte Preta traria resultado melhor que o empate por 1 a 1 com o Lanús na noite desta quarta-feira, no Estádio do Pacaembu, se algumas bolas cantadas aqui fossem levadas em conta.
É compreensível que o treinador Jorginho evita expor o seu time porque em um lance ou outro as falhas dos zagueiros César e Sacoman são visíveis, como no lance em que o central deu bote errado na arrancada do atacante argentino Pereyra Dias e, pior ainda o descompasso de Sacoman na tentativa de interceptar a bola, ocasião em que caiu. Aí, coube ao questionável Santiago se juntar ao time do Inacreditável Futebol Clube ao perder um dos gols mais feitos do ano.
GOLTZ
Afora isso, quem de fato preocupou a defensiva pontepretana paradoxalmente foi o zagueiro Paulo Goltz. Em falta inexistente anotada pela arbitragem, ele cobrou longe do alcance do goleiro Roberto e colocou o Lanús em vantagem.
E foi ele, também, que exigiu bela defesa de Roberto numa cabeçada no canto direito. E o ataque do Lanús?
A resposta já estava na coluna anterior e só aplico o Ctrl C + Ctrl V: ‘O reserva Pereyra Dias é mais correria, assim como Lucas Melano – que joga pelo lado direito – rápido, porém sem criatividade. Preocupação com o atacante Santiago? Tecnicamente ele é fraco, mas sabe fazer o pivô e tem relativo aproveitamento na bola alta’.
E mais: deu pra conferir como foi antecipado aqui que o Lanús exagera nas ligações diretas da defesa ao ataque?
Reconheci que teoricamente isso seria bom pra Ponte, que poderia recuperar a posse de bola e trabalhá-la.
Trabalhá-la como se Elias alternou alguns bons momentos com outros até dispersivos? Como evoluir ofensivamente se Rildo não conseguiu passar pelo lateral Araujo? Pior ainda o atacante Adaílton, que errou 100% das jogadas que participou, enquanto Chiquinho entrou mais aceso no jogo. Perceberam a inconstância destes jogadores?
Bateram as projeções sobre o Lanús ou foi dito alguma bobagem?
Ora, se Melano comprovadamente não é tudo que imaginavam – como foi antecipado aqui -, claro está que o lateral-esquerdo Uendel poderia ser mais ousado, até porque Melano volta pra cercar espaços, mas não toma a bola de ninguém.
Foi citado igualmente na postagem anterior que o treinador do Lanús, Schelotto, estudou detalhadamente a jogada da Ponte pelo lado esquerdo do ataque e que a marcação seria duplicada por ali.
O que aconteceu? Rildo não pegou na bola, até porque a principal característica do lateral-direito Carlos Araujo é a marcação.
O que foi sugerido ao treinador Jorginho como fator surpresa? Deslocar Rildo para o lado direito do campo, pra jogar em cima do lateral-esquerdo Maxi Velázques, camisa 6, que passou apertado no Paraguai para marcar o meia Romero, do Libertad, que jogou em cima dele.
BURACO
Lembram-se a citação que fiz sobre o buraco que o Lanús deixa no meio de campo, que certamente seria bem aproveitado pela Ponte até para dominar a partida.
Pois confirmou-se que a marcação mais forte no setor se restringe basicamente aos volantes Somoza e Gonzáles, porém o quarteto defensivo é vigoroso.
Rildo foi marcado por dois argentinosFoto: Léo PinheiroAssim, dentro do previsível, a Ponte levou a bola até além da linha intermediária adversária. E numa escapada individual, Felipe Bastos limpou a jogada e só faltou tirar do goleiro, coisa que ele não fez e perdeu o gol ainda no primeiro tempo.
Repetiu-se durante a partida outra bola cantada: chuveirinho na área argentina, sabendo-se que seria dar milho pra bode, visto que a linha defensiva do Lanús se incumbiria de rebater.
O que sugeri então? Jogada de fundo de campo, uma vez que o Libertad usou este expediente em alguns lances na partida disputada no Paraguai, e os argentinos bateram cabeça.
E sabe quantas vezes a Ponte levou a bola ao fundo do campo nesta quarta-feira? Uma vez apenas, num cruzamento defeituoso do lateral Artur.
Por fim, como o Lanús ‘pica’ o jogo e até exagera no número de faltas, foi questionado se Felipe Bastos havia recalibrado o pé, até porque após surpreender os colombianos do Deportivo Pasto com seu repertório em cobranças de faltas, estava devendo neste expediente.
Pois a resposta à TV Globo, após a bela cobrança de falta que resultou no gol de empate à Ponte e com a bola chocando-se contra o travessão logo em seguida, foi coerente com a prática: tem treinado bastante estas cobranças.





































































































































