Nilson Ribeiro: Que vergonha! – Basta! Até quando vão nos envergonhar como humanos?
Eu lutei para encontrar adjetivos que me permitissem classificar os torcedores no confronto em Joinville
Eu lutei para encontrar adjetivos que me permitissem classificar os torcedores que entraram em confronto em Joinville, no jogo entre Clube Atlético Paranaense e Vasco da Gama.
Eu lutei para encontrar adjetivos que me permitissem classificar os torcedores que entraram em confronto em Joinville, no jogo entre Clube Atlético Paranaense e Vasco da Gama. Aqueles que deixaram seus locais na arquibancada e foram para um campo de guerra num ponto neutro nas escadarias, incluindo as próprias vítimas no episódio.
Não posso chamá-los de animais. Animais não se agridem gratuitamente, sem nenhuma razão que justifique a agressão. Animais caçam para prover o grupo ou o próprio estômago, são instintivos, nunca gratuitamente violentos. Defendem seus territórios contra outros animais predadores ou invasores. Respeitam uma lei natural. Respeitam alguma coisa.

Não posso classifica-los como ignorantes. Porque me parece que esses torcedores conhecem a lei, conhecem o perigo de agredir alguém, conhecem os riscos e a consequência de seus atos inclassificáveis. Um ignorante é perdoável, pelo simples fato de não conhecer as regras. Quem conhece e mesmo assim desrespeita, não é ignorante.
Por definição, vândalos são aqueles que destroem patrimônios públicos, são os inimigos das artes e das ciências. Partem violentamente contra coisas, não contra outros seres humanos. Não são vândalos, são muito piores esses torcedores. Há uma diferença abismal entre depredar um telefone público e colocar em risco uma vida.
Não são somente bárbaros, designação que cabe a alguns povos estrangeiros, geralmente rudes, invasores de territórios, tão sanguinários como esses torcedores, mas que tinham por objetivo dominar outras fronteiras. Um bárbaro ocupava o território e levava para lá todo seu povo. Colocava em risco a própria vida para defender sua comunidade. … O que querem dominar esses torcedores?
Aliás, não são torcedores tampouco. Torcedor é aquele que vai ao estádio – ou fica em casa – com o coração acelerado, incentivando as cores de seu clube, gritando o nome dos jogadores, balançando suas bandeiras. Um torcedor vai ao campo e acompanha o jogo, assiste a bola rolar e come as unhas. Chora, ri… Torcedor torce.
Dizer que são selvagens é ofender os selvagens, povos que residem nas selvas, aborígenes que lutam para defender território, caçam para matar a fome, índios por vezes muito gentis, silvícolas cujo caráter, de modo geral, é bem melhor que esses torcedores que entraram no confronto. Mesmo entre povos inimigos, os selvagens sabem o momento de luta e o momento de paz. Respeitam-se. Respeitam o guerreiro adversário. Sabem o que é respeito, coisa que esses torcedores não conhecem.
Mas, como, muito indignado, procurei melhor, acabei encontrando algumas significantes para definir esse tipo de ser humano (porque, sim, infelizmente, quer queiramos ou não, são seres humanos, do que, obviamente, me envergonho profundamente).

São imbecis (imbecil significa, entre outras coisas nefastas, idiota – apontando para um tipo de doença que torna o ser humano sub-humano, estúpido).
São covardes, porque só agem em grupo, uma vez que sozinhos se sentem impotentes, vazios, tolos, fracos. São também assassinos frios, porque deliberadamente tentam tirar a vida de outro ser humano, sem um propósito qualquer, apenas pelo prazer de matar.
Mesmo assim parece pouco. Parece que precisamos inventar uma palavra nova para esse tipo de gente. Algo que apenas a pronúncia mostre toda revolta e repugnância que sentimos…
São Imbecis, idiotas, covardes, assassinos… Mas podem responder pelos seus atos. Então, (vamos chover no molhado!!) as imagens estão aí para que as autoridades possam investigar e punir de forma exemplar os envolvidos. Será? Oxalá!
Está mais do que na hora de acabar com essa horda de imbecis, idiotas, covardes, assassinos e afins, que costumam se esconder atrás das bandeiras de um clube, carregando para os estádios a sombra da morte, o cheiro da carnificina, a cor do sangue, a bandeira da Covardia.
Basta! Basta! Basta!





































































































































