Ex-jogador da Macaca, radialista comenta sobre rivalidade entre Ponte e Paulista
Ele acompanhou, sempre ao lado do filho e também jornalista, Heitor Freddo, os jogos do Galo
Com 113 anos de fundação, a Ponte Preta terá pela frente mais uma decisão histórica. Desta vez, a Macaca enfrentará o Lanús, da Argentina, nesta quarta-feira, às 21h50, pela grande final da Sul-Americana.
Jundiaí, SP, 10 (AFI) – Com 113 anos de fundação, a Ponte Preta terá pela frente mais uma decisão histórica. Desta vez, a Macaca enfrentará o Lanús, da Argentina, nesta quarta-feira, às 21h50, pela grande final da Sul-Americana. Se conquistar o título, o time campineiro vai entrar para a história do futebol internacional.
Se internacionalmente, a Ponte vem sendo manchete nas principais páginas dos grandes veículos de comunicação, em território nacional, a Macaca tem muitas histórias para contar. E nada melhor que o radialista Adilson Freddo, voz famosa da Rádio Difusora, para relembrar os grandes confrontos do clube de Campinas com seus rivais brasileiros, em especial, o Paulista de Jundiaí.
Adilson Freddo também atuou como goleiro da MacacaAlém de acompanhar o Galo desde que começou sua carreira como jornalista, Adilson Freddo, também atuou como goleiro da Macaca, onde na época defendia as cores da Ponte pelo time Juvenil B. Inclusive foi companheiro de Carlos, Waldir Peres e Moacir, na década de 70. Depois, o radialista de Jundiaí acompanhou, sempre ao lado do filho e também jornalista, Heitor Freddo – que está na Argentina – os jogos do clube da Serra do Japi.
Radialista e ex-jogador da Ponte Preta, Adilson Freddo, contou ao Portal Futebol Interior, histórias e causos de uma das maiores rivalidades do futebol do interior de São Paulo. Contra o Paulista de Jundiaí, o time de Campinas colecionada fatos, onde a rivalidade sempre terminou em grandes confusões.
Começou em 1968
E tudo começou em 1968, quando ainda criança, Adilson Freddo teve um dos seus primeiros contatos com essa rivalidade. Jogando pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o Paulista venceu a Ponte Preta por 2 a 1 e depois do jogo, Freddo viu uma briga entre as duas torcidas. A confusão acontreceu na Ponte São João, local próximo da antiga residência do radialista.
“Tinha nove anos. A briga começou na Ponte São João. E para fugir, os torcedores campineiros tiveram que se esconder dentro de uma igreja. A torcida do Paulista jogou rolhas de cortiça para atrapalhar a cavalaria da polícia, que estava escoltando os ponte-pretanos”, disse Adilson Freddo ao Portal Futebol Interior.
Já em 1999, os dois clubes do interior de São Paulo se enfrentaram no quadriangular final do Campeonato Paulista da Série A2. Na época, o time campineiro conquistou o acesso. No primeiro turno, a Ponte venceu o “inimigo” por 2 a 1, em Jundiaí. Só que no segundo confronto, válido pelo segundo turno, o Galo, com gol do ex-Guarani, Mauro saiu vitorioso pelo placar de 1 a 0. E mais uma vez, a confusão tomou conta da festa. Isso porque, antes de descerem os vestiários do Estádio Moisés Lucarelli, os jogadores do Etti (nomo do clube na ocasião) provocaram a torcida local.
“Não tenho muitas lembranças deste campeoanto. Mas a torcida do Paulista não acreditava que o time conseguiria este acesso”, cometou o radialista, que declara seu amor ao galo, mesmo tendo jogado pela Ponte Preta. “Tenho carinho pela Ponte e amor pelo Paulista”, completou.

Vingança
Já em 2004, o Galo conseguiu se vingar. Disputando as quartas de final do Campeonato Paulista, o clube de Jundiaí conquistou a vitória só depois de jogarem a prorrogação. Jogando no Estádio Jayme Cintra, os donos da casa saíram perdendo com gols de Weldon e Piá. Lucas e Aílton empataram a partida. Com vantagem de um empate, e tendo o direito de mando de campo (conforme regulamento da Federação Paulista de Futebol), os donos da casa marcaram o gol com Danilo. Aílton, aproveitando uma falha do goleiro Lauro – que saiu da área para tentar fazer um gol – ampliou o marcador. André Cunha ainda tentou, mas não evitou a eliminação da Macaca.
Mas o pior aconteceu antes do duelo. Isso porque, os ônibus da torcida campineira “erraram” o caminho e foram parar justamente na entrada da torcida rival. O que se viu no local, foi uma verdadeira batalha campal. A briga esquentou quando as duas torcidas, munidas de paus e pedras se enfrentaram. O resultado terminou com várias pessoas ferdidas. Depois do jogo, a FPF puniu os dois clubes com dois mandos de campo cada. Pior para o galo, que teve que jogar a semifinal contra o Palmeiras, em Araras.
“O Paulista foi a grande vítima. A torcida da Ponte teve grande culpa. Tinha pedras ao redor do estádio e aí a briga foi muito feia”, afirmou Freddo.
Velha guarda
Adilson Freddo ainda teve tempo para comentar mais sobre essa rivalidade. Questionando se os torcedores irão torcer contra a Ponte Preta nesta quarta-feira, o radialista disse que somente os mais velhos vão “vestir a camisa argentina”.
“Quem tem mais de 50 anos aqui em Jundiaí, certamente, vai torcer contra. A velha guarda ainda haurada essa rivalidade. Já os mais jovens irão apoiar a Ponte. Meu filho, que vai acompanhar a partida de lá (Argentina) vai torcer para a Macaca. Que vença o melhor”, finalizou Adilson Freddo.
Meninas fizeram sucesso com shorts e camisas do Paulista
GUARANI DEU UMA MÃOZINHA
Na semana passada, a direção do Paulista de Jundiaí lançou sua camisa nova produzida pela empresa Super Bolla e que homenageia o time campeão da Divisão Especial de 1968 que ascendeu ao Paulistão do ano seguinte.
Curiosamente, metade daquele tinha tinha sido emprestado pelo Guarani, mesmo porque queria fortalecer o adversário da Ponte Preta que há quase duas décadas estava na fila para buscar o acesso, que aconteceu no ano seguinte em 1969.
O time titular do Paulista na época era formado por: Sidney; Miranda, Jurandir, Valdir e Cido; Foguinho, Cardoso e Ademir; Jairzinho, Mazola e Vágner.
Pertenciam ao Guarani o goleiro Sidniney Polli, já falecido, o lateral direito Miranda, irmão do mesmo Miranda que foi campeão brasileiro pelo Guarani como lateral-esuqerdo, embora fosse de origem da lateral direita, onde tinha Mauro Cabeção.
O lateral-esquerdo era Cido, mais conhecido como Cido Jacaré, que depois atuou no Santos ao lado de Pelé e por duas décadas foi árbitro da LIga Campineira de Futebol. No ataque o grande destaque era Vágner, mais conhecido como Vagninho, já falecido, que foi artilheiro daquele time de 1968 com oito gols. Como curiosidade, o grande craque daquele time era o meia Ademir, que em 1974 foi campeão brasileiro pelo Vasco da Gama.





































































































































