Vela: Scheidt espera decisão do COI e sonha com volta à Star
A exclusão da Star foi definida pelo conselho da Federação Internacional de Vela
Robert Scheidt ainda tem esperança de velejar na classe Star na Olimpíada do Rio.
Rio de Janeiro, RJ, 11 (AFI) – Robert Scheidt ainda tem esperança de velejar na classe Star na Olimpíada do Rio. O atleta espera, para breve, o pronunciamento final do Comitê Olímpico Internacional (COI) a respeito do programa da vela para 2016. E, embora considere difícil a reintegração da classe, admite que, se ela acontecer, deixará a Laser mais uma vez – mesmo tendo conquistado seu 10.º título mundial há menos de um mês – e poderá até repensar a sua aposentadoria olímpica.
A classe Star é a mais tradicional do programa da vela – estava nos Jogos desde a edição de Los Angeles, em 1932. Na tradição vencedora do Brasil na modalidade, garantiu seis medalhas olímpicas: dois ouros, uma prata e três bronzes. Scheidt, na parceria com Bruno Prada, foi ao pódio em Pequim, em 2008, e Londres, em 2012.
“A situação da Star não foi definida 100%, e vamos ter notícias em breve. Vou continuar trabalhando com a minha realidade (que é a classe Laser), mas se a Star voltar, eu volto também”, afirmou. O Comitê Olímpico Internacional (COI) não descarta o retorno da classe, mas considera a mudança difícil.
A exclusão da Star foi definida pelo conselho da Federação Internacional de Vela (Isaf) em 2011. Em seu lugar, entrou a classe 49er FX, em que as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze foram vice-campeãs mundiais este ano.
Desde então, a presidência da Isaf mudou (o novo dirigente é favorável à manutenção da Star), e atletas fizeram pedidos públicos para a reintegração da classe – a vela teria, assim, a disputa de 11 medalhas de ouro na Olimpíada, e não dez. Além disso, há um desejo brasileiro para que a classe mais vencedora do País esteja nos Jogos do Rio. A decisão está nas mãos do COI. “No momento, não adianta mais os atletas fazerem pressão.”
Scheidt diz que a decisão deve sair até fevereiro, para que os atletas tenham tempo adequado de preparação até a Olimpíada. Para o brasileiro, a mudança de classe seria benéfica para sua longevidade na vela olímpica. Na Star, em parceria, o desgaste físico é menor, ao contrário da velejada na Laser. “Correr na Star seria a única chance de eu conseguir chegar a 2020 com 47 anos.”
Enquanto não há uma definição na Star, Scheidt continua planejando sua carreira na Laser. Oito anos após deixar a classe, foi campeão em seu primeiro mundial. “O título foi ótimo, me motiva, mas não garante nada para 2016. Eu preciso continuar dosando bem o treino para tentar alongar minha carreira por mais dois anos e meio.”





































































































































