Blog do Ari: Por que o Guarani não pode jogar no Estádio Moisés Lucarelli?
Com campo cedido à Nigéria, Bugre perde a casa para mando de jogos
Sejam bem-vindos os africanos da Nigéria a Campinas para a Copa do Mundo de 2014! E que façam bom uso das instalações do Estádio Brinco de Ouro, que serão adequadas conforme o padrão Fifa.
Ganha o Guarani com o plantio da grama bermuda – exigência da entidade -, reforma de vestiário, melhoria no setor de imprensa e uma graninha – ou grana preta – para os cofres do clube.
Ótimo. Mídia internacional convergindo a Campinas, propagação do Guarani no planeta, etc, etc.
Resta uma questão: aonde o Guarani vai mandar os seus jogos no Campeonato Paulista da Série A2 quando ceder a sua casa para os nigerianos?

Especulou-se ali e acolá. Sugeriram Jaguariúna, Paulínia, Hortolândia e Americana, embora nem todas estas cidades tenham acomodações exigidas pela Federação Paulista de Futebol.
Além disso, Jaguariúna e Americana são cidades ‘pedagiadas’ que encarecem ainda mais o custo para deslocamento dos torcedores bugrinos.
Diante do quadro, melhor seria se acabar de vez com hipocrisia e a própria Federação Paulista de Futebol designar o Estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta, para realização dos jogos dos bugrinos.
O próprio prefeito de Campinas, Jonas Donizete (PSB), deveria coordenar uma campanha para que o bugrino não saia da cidade enquanto o seu estádio estiver emprestado aos nigerianos.
Claro que a recíproca precisa ser verdadeira. Se o bugrino depredar propriedade alheia, ele é quem pagaria a conta.
Portanto, os selvagens teriam noção exata de que estariam dando tiro no pé com eventuais cenas de vandalismo.
Indiscutivelmente Campinas ainda é provinciana na relação de seus rivais no futebol.
Se no Rio de Janeiro Botafogo e Fluminense já mandaram jogos no campo do Vasco, o Estádio São Januário, por que aqui emergencialmente tem que ser diferente?
Na capital paulista todos os grandes clubes já mandaram jogos no campo do São Paulo, o Estádio do Morumbi, independente da perspectiva de grande público.
Nas décadas de 70 e 80 a Ponte Preta não se constrangia em jogar no Estádio Brinco de Ouro quando, por motivos outros, era impedida de fazer uso de seu estádio.
ABELHAS
Em 1977, quando ela perdeu para o Palmeiras por 4 a 3, num jogo cheio de alternativas no estádio do Guarani, o fato curioso foi registrado na cabeceia dos portões de entrada, onde se localizava a torcida palmeirense.
Um ‘marvado’ torcedor pontepretano, disfarçado de sorveteiro, armazenou um enxame de abelhas em caixa de isopor e discretamente a abandonou num dos últimos degraus daquele lance de arquibancada.
Foi aí que um palmeirense curioso quis surrupiar um suposto picolé, abriu a caixa, e aí foi um tremendo alvoroço.
EMPATE DO BUGRE
Pois no dia 19 de março de 1998 o Guarani ficou sem o seu estádio para jogar contra o Corinthians e o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, designou a realização da partida para o Estádio Moisés Lucarelli.
Na ocasião, a torcida do Corinthians ocupou a cabeceira do gol da Fepasa e parte da arquibancada central do estádio.
As demais dependências, exceto as vitalícias, foram ocupadas pelos torcedores bugrinos.
O jogo terminou empatado por 1 a 1 e sem registro de violência entre torcedores pela atuação segura da Polícia Militar dentro e fora do estádio.





































































































































