Clodoaldo Dechichi: Efeitos térmicos e grandes deslocamentos marcam a Copa de 2014
Às portas do início de 2014 o palco da Copa do Mundo ainda não se apresenta totalmente pronto
Outros aspectos relevantes também preocupam o mundo do futebol: as elevadas temperaturas alcançadas em 2013 nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, no mesmo período e locais em que a competição será realizada, em pleno inverno brasileiro.
Clodoaldo Dechichi
Fisiologista do futebol
[email protected]
Às portas do início de 2014 o palco da Copa do Mundo de Futebol no Brasil ainda não se apresenta totalmente pronto para sua 20ª edição. Algumas arenas das cidades-sede ainda não estão concluídas e liberadas. Seguindo o ritmo deste panorama, as últimas obras das arenas deverão mesmo ser entregues em datas bem próximas ao início da Copa. O entorno das arenas, bem como estruturas de atendimento como transportes, aeroportos, malhas viárias, hotelaria, etc, precisam estar suficientemente eficientes para a boa qualidade de realização deste importante evento do futebol mundial.
Outros aspectos relevantes também preocupam o mundo do futebol: as elevadas temperaturas alcançadas em 2013 nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, no mesmo período e locais em que a competição será realizada, em pleno inverno brasileiro; bem como o grande deslocamento “intercontinental” que as seleções terão que fazer ainda na primeira fase da competição. Este artigo vêm destacar as características de ambiente térmico e de percursos entre as regiões brasileiras que abrigarão a Copa 2014.
TEMPERATURAS GERAM ESTRESSE TÉRMICO
Devido ao fato de apresentar tão grande extensão territorial, o Brasil é considerado um país continental, ou seja, um país cujas dimensões físicas atingem a proporção de um verdadeiro continente.
O território brasileiro é cortado ao norte pela linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio. As regiões Norte e Nordeste são as mais próximas da linha do Equador, por isso estas regiões são muito quentes. Já as regiões Sul e Sudeste se aproximam mais do Trópico de Capricórnio, o que proporciona a estas regiões temperaturas mais amenas.
O corpo humano funciona como uma “máquina térmica”, que dispõe de um mecanismo termorregulador, o qual controla as variações de temperatura do organismo. Todavia, a temperatura ambiente associada à umidade relativa do ar pode gerar estresse térmico significativo nos atletas do futebol, ao ponto em que o ganho de calor corporal pode superar a capacidade de perda, o que dificulta o processo de evaporação e eliminação do calor corporal pelo suor, proporcionando assim alterações fisiológicas, bioquímicas e respostas neurológicas do atleta do futebol.
O conceito é caracterizado pela produção interna do corpo a partir da atividade física desempenhada sob os aspectos ambientais em que os jogadores atuam, de modo a permitir a troca de calor entre o corpo e a atmosfera. Quando o sistema humano que regula a temperatura interna, que deve ser por volta de 37°C sofre uma sobrecarga e passa a não ter condições de manter essa temperatura, ocorre então o estresse térmico.
Em ambientes quentes a estabilidade do sistema de controle da temperatura do corpo pode ficar sob risco perigoso. A exposição dos jogadores à sobrecarga térmica, além de ser um agravante para sua saúde, segurança e integridade psicofísica, está relacionada com importante perda de performance, risco de desidratação, aumento da sobrecarga do sistema cardiovascular, arritmias, insuficiência renal e redução preocupante da atividade cerebral. A hipertermia é a manifestação mais grave das síndromes induzidas por calor.
A umidade (quantidade de vapor de água na atmosfera) também representa um elemento importante de condição ambiental, interferindo decisivamente na velocidade de formação e evaporação do suor.
A umidade relativa é definida como a razão da quantidade de vapor de água presente numa porção da atmosfera (pressão parcial de vapor) com a quantidade máxima de vapor de água que a atmosfera pode suportar a uma determinada temperatura (pressão de vapor). A alta umidade durante dias quentes faz aumentar a sensação térmica. Assim, o jogador tem a sensação de que está fazendo mais calor, devido à redução da eficácia da transpiração da pele, e assim reduzindo o resfriamento corporal.
Quanto maior for a umidade relativa do ar, maior será a dificuldade de evaporação do suor produzido. Em condições climáticas com menor umidade relativa do ar o suor produzido pelo atleta do futebol evapora-se mais facilmente, resultando no maior equilíbrio da temperatura corporal. Já em locais com umidade relativa do ar inferior a 15% é possível encontrar sinais importantes como secura nos lábios, boca e nariz, resultante do ressecamento das membranas mucosas e dificuldade respiratória.
A ilustração abaixo destaca as variações de temperatura e umidade relativa do ar registradas em junho e julho de 2013, mesmo período de realização da Copa 2014. Foram elencadas as temperaturas média mínima, média máxima e máxima das cidades-sede.

Como não há sede fixa, a Copa de 2014 se caracterizará por deslocamentos constantes, um jogo para cada cidade diferente nesta fase inicial, o que proporcionará às seleções maior desgaste de locomoção e maior impacto quanto ao estresse térmico. A escolha de cidade sub-sede, local de preparação e centro de treinamento de cada seleção, pode ficar dificultada e a aclimatação prejudicada. Afinal, cada seleção não repete mesmo local de jogo nesta 1ª fase e devem viajar nas diversas regiões brasileiras, conforme determinado no sorteio dos grupos.
MARATONA COM GRANDES DESLOCAMENTOS
As logísticas de viagens estabelecidas mergulham a Copa 2014 numa maratona de deslocamentos e viagens freqüentes ainda na primeira fase para boa parte das seleções participantes.
No grupo “A” a seleção brasileira percorrerá 4.055 km – 26,44%, deslocando-se entre São Paulo, Fortaleza e Brasília; a Croácia 5.522 km – 36% (São Paulo, Manaus e Recife); o México 1.064 km – 6,94% (Natal, Fortaleza e Recife); Camarões 4.697 km – 30,62% (Natal, Manaus e Brasília). Total de percurso do Grupo: 15.338 km.

No grupo “B” a seleção espanhola deslocará 1.884 km – 20,46% (Salvador, Rio de Janeiro e Curitiba); a Holanda 3.157 km – 34,28% (Salvador, Porto Alegre e São Paulo); o Chile 1.937 km – 21,04% (Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo); a Austrália 2.230 km – 24,22% (Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba). Total de percurso do Grupo: 9.208 km.

No grupo “C” a seleção da Colômbia viajará 1.501 km – 15,97% (Belo Horizonte, Brasília e Cuiabá); a Grécia 2.270 km – 24,15% (Belo Horizonte, Natal e Fortaleza); a Costa do Marfim 3.351 km – 35,65% (Recife, Brasília e Fortaleza); o Japão 2.278 km – 24,23% (Recife, Natal e Cuiabá). Total de percurso do Grupo: 9.400 km.

No grupo “D” o Uruguai deslocará 4.698 km – 35,46% (Fortaleza, São Paulo e Natal); a Costa Rica 2.273 km – 17,16% (Fortaleza, Recife e Belo Horizonte); a Inglaterra 3.185 km – 24,04% (Manaus, São Paulo e Belo Horizonte); a Itália 3.093 km – 23,34% (Manaus, Recife e Natal). Total de percurso do Grupo: 13.249 km.

No grupo “E” a seleção da Suíça percorrerá 3.673 km – 30,01% (Brasília, Salvador e Manaus); o Equador 1.760 km – 14,38% (Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro), a França 3.519 km – 28,75% (Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro); Honduras 3.287 km – 26,86% (Porto Alegre, Curitiba, Manaus). Total de percurso do Grupo: 12.239 km.

No grupo “F” a seleção da Argentina viajará 1.684 km – 16,91% (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre); a Bósnia-Herzegóvina 3.498 km – 35,13% (Rio de Janeiro, Cuiabá, Salvador); o Irã 1.788 km – 17,96% (Curitiba, Belo Horizonte, Salvador); a Nigéria 2.987 km – 30% (Curitiba, Cuiabá, Porto Alegre). Total de percurso do Grupo: 9.957 km.

No grupo “G” a Alemanha percorrerá 1.660 km – 11,91% (Salvador, Fortaleza, Recife); Portugal 4.546 km – 32,60% (Salvador, Manaus, Brasília); Gana 2.127 Km – 15,26% (Natal, Fortaleza, Brasília); os Estados Unidos 5.609 km – 40,23% (Natal, Manaus, Recife). Total de percurso do Grupo: 13.942 km.

No grupo “H” a seleção da Bélgica deslocará 698 km – 9,46% (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo); a Argélia 1.892 km – 25,63% (Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba); a Rússia 2.256 km – 30,56% (Cuiabá, Rio de Janeiro; Curitiba); a Coréia do Sul 2.536 km – 34,35% (Cuiabá, Porto Alegre, São Paulo). Total de percurso do Grupo: 7.382 km.

Os deslocamentos da 1ª fase das 32 seleções participantes da Copa 2014 totalizam 90.175 km de percurso, somente entre aeroportos das cidades sede, não levando em consideração o percurso de viagens ao centro de treinamento específico de cada seleção. Existem diferenças significativas das quilometragens percorridas entre os oito grupos, destacadas abaixo:
1º) Grupo “A” – 15.338 km – 16,91% ( 2,08 vezes mais que Grupo H)
2º) Grupo “G” – 13.942 km – 15,37% (1,89 vezes mais que o Grupo H)
3°) Grupo “D” – 13.249 km – 14,61% (1,79 vezes mais que o Grupo H)
4º) Grupo “E” – 12.239 km – 13,49% (1,66 vezes mais que o Grupo H)
5º) Grupo “F” – 9.957 km – 10,97% (1,35 vezes mais que o Grupo H)
6º) Grupo “C” – 9.400 km – 10,36% (1,27 vezes mais que o Grupo H)
7º) Grupo “B” – 9.208 km – 10,15% (1,25 vezes mais que o Grupo H)
8º) Grupo “H” – 7.382 Km – 8,14% (menos da metade de vezes que o Grupo A)
As diferenças significativas de locomoção destacadas geram desequilíbrio na distribuição das distâncias das viagens, gerando mais desgastes para determinadas seleções.

Abaixo estão elencados, em ordem decrescente, os deslocamentos de cada seleção. Compare quem se deslocará mais e quem percorrerá distâncias menores nesta 1ª fase do mundial. Estão inseridas também as temperaturas médias máximas e máxima, respectivamente, que as seleções poderão encontrar, levando-se em consideração os registros alcançados nas referidas cidades-sede em junho e julho de 2013. Observe o estresse térmico que os jogadores poderão ter.
Estados Unidos: 5.609 km – Natal (29,3°C/31°C); Manaus (30,7°C/32°C); Recife (26,8°C/29°C)
Croácia: 5.522 km – SP (21,6°C/27°C); Manaus (30,7°C/32°C); Recife (26,8°C/29°C)
Uruguai: 4.698 km – Fortaleza (29,3°C/31°C); SP (21,6°C/27°C); Natal (29,3°C/31°C)
Camarões: 4.697 km – Natal (29,3°C/31°C); Manaus (30,7°C/32°C); Brasília (26,2°C/30°C)
Portugal: 4.546 km – Salvador (27,2°C/28°C); Manaus (30,7°C/32°C); Brasília (26,2°C/30°C)
Brasil: 4.055 km – SP (21,6°C/27°C); Fortaleza (29,3°C/31°C); Brasília (26,2°C/30°C)
Suíça: 3.673 km – Brasília (26,2°C/30°C); Salvador (27,2°C/28°C); Manaus (30,7°C/32°C)
França: 3.519 km – Porto Alegre (19,7°C/28°C); Salvador (27,2°C/28°C); RJ (26,9°C/32°C)
Bósnia-Herzegóvina: 3.498 km – RJ (26,9°C/32°C); Cuiabá (31°C/36°C); Salvador (27,2°C/28°C)
Costa do Marfim: 3.351 km – Recife (26,8°C/29°C); Brasília (26,2°C/30°C); Fortaleza (29,3°C/31°C)
Honduras: 3.287 km – Porto Alegre (19,7°C/28°C); Curitiba (19°C/24°C); Manaus (30,7°C/32°C)
Inglaterra: 3.185 km – Manaus (30,7°C/32°C); SP (21,6°C/27°C); BH (21,6°C/29°C)
Holanda: 3.157 km – Salvador (27,2°C/28°C); Porto Alegre (19,7°C/28°C); SP (21,6°C/27°C)
Itália: 3.093 km – Manaus (30,7°C/32°C); Recife (26,8°C/29°C); Natal (29,3°C/31°C)
Nigéria: 2.987 km – Curitiba (19°C/24°C); Cuiabá (31°C/36°C); Porto Alegre (19,7°C/28°C)
Coréia do Sul: 2.536 km – Cuiabá (31°C/36°C); Porto Alegre (19,7°C/28°C); SP (21,6°C/27°C)
Japão: 2.278 km – Recife (26,8°C/29°C); Natal (29,3°C/31°C); Cuiabá (31°C/36°C)
Costa Rica: 2.273 km – Fortaleza (29,3°C/31°C); Recife (26,8°C/29°C); BH (21,6°C/29°C)
Grécia: 2.270 km – BH (21,6°C/29°C); Natal (29,3°C/31°C); Fortaleza (29,3°C/31°C)
Rússia: 2.256 km – Cuiabá (31°C/36°C); RJ (26,9°C/32°C); Curitiba (19°C/24°C)
Austrália: 2.230 km – Cuiabá (31°C/36°C); Porto Alegre (19,7°C/28°C); Curitiba (19°C/24°C)
Gana: 2.127 km – Natal (29,3°C/31°C); Fortaleza (29,3°C/31°C); Brasília (26,2°C/30°C)
Chile: 1.937 km – Cuiabá (31°C/36°C); RJ (26,9°C/32°C); SP (21,6°C/27°C)
Argélia: 1.892 km – BH (21,6°C/29°C); Porto Alegre (19,7°C/28°C); Curitiba (19°C/24°C)
Espanha: 1.884 Km – Salvador (27,2°C/28°C); RJ (26,9°C/32°C); Curitiba (19°C/24°C)
Irã: 1.788 km – Curitiba (19°C/24°C); BH (21,6°C/29°C); Salvador (27,2°C/28°C)
Equador: 1.760 km – Brasília (26,2°C/30°C); Curitiba (19°C/24°C); RJ (26,9°C/32°C)
Argentina: 1.684 km – RJ (26,9°C/32°C); BH (21,6°C/29°C); Porto Alegre (19,7°C/28°C)
Alemanha: 1.660 km – Salvador (27,2°C/28°C); Fortaleza (29,3°C/31°C); Recife (26,8°C/29°C)
Colômbia: 1.501 km – BH (21,6°C/29°C); Brasília (26,2°C/30°C); Cuiabá (31°C/36°C)
México: 1.064 km – Natal (29,3°C/31°C); Fortaleza (29,3°C/31°C); Recife (26,8°C/29°C)
Bélgica: 698 km – BH (21,6°C/29°C); RJ (26,9°C/32°C); SP (21,6°C/27°C)
90.715 km de percurso entre aeroportos em 10 dias na 1ª fase corresponde a percorrer mais de 20 vezes o trajeto em linha reta entre a nascente do Rio Ailã (monte Caburaí – Roraima; 05°16’N 60°12’W) e as curvas do rio Arroio Chuí (Rio Grande do Sul; 33°45’S 53°23’W , na fronteira com o Uruguai ), pontos extremos do eixo Norte-Sul do Brasil, quase paralela à linha do Equador, cujo trecho equivale a 4.394 km; também entre a Ponta do Seixas (Paraíba; 07°09’S 34°47’W) e a nascente do Rio Moa (Serra Contamana – Acre; 07°32’S 73°59’W; fronteira com o Peru), pontos extremos do eixo Leste-Oeste do território brasileiro, equivalente a 4.319 km. As distâncias máximas entre os pontos extremos Norte-Sul e Leste-Oeste praticamente se equivalem. Ou ainda, percorrer o mundo por 2 voltas mais um quarto, seguindo-se a linha do Equador (2πr ou πd = 40.075,16 km; diâmetro da Terra = 12.742 km).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As altas temperaturas dos jogos das 13 horas, bem como os jogos durante o dia em Cuiabá e Manaus têm sido as principais preocupações dos técnicos e jogadores na Copa 2014.
Estados Unidos e Croácia serão as seleções que terão mais desafios dos grandes deslocamentos da 1ª fase. Oito vezes mais comparadas com a Bélgica, seleção com menor quilometragem de deslocamento.
Oito seleções (Brasil, Camarões, Colômbia, Costa do Marfim, Equador, Gana, Portugal e Suíça) terão jogos em Brasília, que costuma ter o clima muito seco durante o inverno.
O estresse térmico de Manaus afetará oito seleções (Camarões, Croácia, Estados Unidos, Honduras, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça). Também oito seleções (Austrália, Bósnia-Herzegóvina, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Nigéria, Japão e Rússia) sofrerão com o estresse térmico de Cuiabá.
Alemanha, Argélia, Argentina, Bélgica, Bósnia-Herzegóvina, Camarões, Colômbia, Costa do Marfim, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Gana, Grécia, Inglaterra, Irã, Itália, México, Portugal, Rússia, Suíça e Uruguai jogarão sob o sol das 13 horas.
Treze seleções terão um jogo em cidade-sede com temperatura mais amena: Bélgica, Brasil, Chile, Croácia, Inglaterra e Uruguai em São Paulo; Austrália, Equador, Espanha e Irã em Curitiba; Argentina, Austrália e França em Porto Alegre.
Cinco seleções farão duas partidas em cidades-sede com temperaturas mais suaves: Coréia do Sul e Holanda em São Paulo e Porto Alegre; Honduras, Nigéria e Argélia em Curitiba e Porto Alegre.
Foram consideradas cidades-sede com temperaturas mais amenas (suaves), para efeito de exemplificação, as cidades de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
A Nigéria exemplifica situação de jogos em ambiente de estresse térmico frio-calor. Na 1ª fase sua sequência de deslocamentos será: Curitiba, Cuiabá e Porto Alegre.
Os jogos em cidades onde as temperaturas se aproximam ou ultrapassam os 30°C associadas à elevada umidade relativa do ar preocupam técnicos e jogadores das seleções. Estresse térmico e grandes deslocamentos exageradamente “sem limites” marcam a Copa 2014.





































































































































