Blog do Ari: Rádio esportivo de Campinas cruza fronteira
Equipes fizeram cobertura de jogos da Ponte Preta na Argentina
Mais do que sobreviver, o rádio esportivo de Campinas deu demonstração de grandeza na cobertura da Copa Sul-Americana em 2013, acompanhando a Ponte Preta na Argentina em duas ocasiões: contra o Vélez e Lanús.
Igualmente a mídia esportiva campineira ficou mais encorpada com a Rádio CBN-Campinas montando equipe externa para transmissão de jogos de futebol.
Na Copa do Brasil, na ausência de transmissão de jogos pela televisão, e sem parâmetro para reproduzi-los em áudio, a Rádio Central mandou equipe própria para Sergipe e Manaus em partidas do Guarani contra o Confiança e da Ponte Preta diante Nacional, respectivamente. No jogo do Bugre a Rádio Bandeirantes-Campinas também esteve presente.
Aí lembrei você, corneteiro dos clubes de Campinas, que o rádio é imortal. Ele nunca deixa você na mão. De vez em quando você destila veneno contra um ou outro integrante de equipe esportiva, ao discordar de opinião ou reportagem, mas esquece da incrível prestação de serviço que, por vezes, só o rádio faz.
Citei que o rádio campineiro foi a Aracaju e contou a história da derrota do Guarani por 1 a 0, reproduzida neste portal e em outros veículos impressos com área de cobertura em Campinas.
PEREIRA NETO
Por fim, a citação do luto no rádio campineiro com a morte do radialista Pereira Neto, no dia oito de agosto. Além de brilhante narrador de futebol da antiga Rádio Educadora-AM, ele se caracterizou pelo caráter e profissionalismo.
Quantas e quantas vezes lhe roubei o bordão de ‘os números estão aí e não mentem jamais’.
No texto da época, lembrei que pelo caráter e companheirismo, com certeza Pereira Neto deixou uma leva de amigos e raríssimos inimigos traíras.
Ele fazia da narração de futebol uma verdadeira reportagem esportiva, com precisa descrição das jogadas. Nada de enfeitar o pavão.
Adepto da escola do brilhante narrador Pedro Luiz, Pereira Neto teve o dom de colocar imagem no rádio, devido ao detalhamento das jogadas.
Trabalhei com ele durante quatro anos na antiga Rádio Educadora de Campinas, o bastante para verificar o quanto foi injustiçado.
Nem por isso se rebelava contra chefia inconseqüente. Se sobrassem longas viagens e com programação para fazer apenas uma ponta (só informação), lá estava ele com o habitual profissionalismo.
Por essas e outras, do céu deve estar observando falsos amigos falarem tão bem dele apenas na hora da morte.
É a vida.





































































































































