Presidente da Ponte reconhece ano ruim, não fala de erros e promete voltar à elite

Opções erradas derrubaram a Macaca do Brasileirão e só a torcida deu show na Sul-Americana

Depois de cometer erros de planejamento e demonstrar imaturidade no comando da presidência da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, já avisou que a prioridade do clube será a volta para a Série A em 2014.

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Campinas, SP, 2 (AFI) – Depois de cometer erros de planejamento e demonstrar imaturidade no comando da presidência da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, já avisou que a prioridade do clube será a volta para a Série A em 2014. O Campeonato Paulista, portanto, será apenas uma competição para testes e para formar uma base para o Campeonato Brasileiro da Série B.

Evitando comentar os prejuízos gerados pelo rebaixamento à Série B – perto de R$ 30 milhões com as cotas de televisão e também com patrocinadores, o dirigente acha que o time já tem sido montado com o perfil da Série B, que começa em maio, após o Paulistão.

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“Estamos formando uma equipe forte, com cara de Série B, para retornarmos à elite. É foco total para voltar à Série A, só pensamos nisso em 2014, assim como fizemos em 2011. Pretendemos, sim, fazer um bom Paulista, uma boa Copa do Brasil, mas voltar à Série A é o grande objetivo”, disse o dirigente.

Por isso, ele quer contar com o apoio da torcida, que foi a “grande campeã” em 2013, empurrando o time contra os adversários na Copa Sul-Americana.

Ele ressalta que, para isso, o time quer contar mais uma vez com a força da torcida. Della Volpe define o ano que passou com uma palavra: antagônico. Só não reconheceu que foi por culpa dos próprios dirigentes, que entraram em atrito com o técnico Guto Ferreira, o fritaram desde o Paulistão e só o demitiram após as cinco primeiras rodadas do Brasileirão.

OPÇÕES ERRADAS E ANO RUIM
Daí os dirigentes fizeram outra opção errada: a contratação do técnico “aposentado” Paulo César Carpegiani, que enterrou o time no Brasileirão. A escolha de Jorginho Amorim, recebida com desconfiança por alguns, deu certo. Mas ele não teve tempo de salvar o time da queda, embora tenha conseguido o “feito inédito” de levar o time à decisão de uma competição internacional.

“Fizemos um excelente início no Paulista e tínhamos uma expectativa grande, que não se concretizou, pois fomos campeões do Interior. A queda no Brasileiro foi terrível e de certa forma poderia ser amenizada com o título da Sul-Americana, que não veio. O balanço da Sul Americana em si foi positivo, a imagem da Ponte Preta ganhou o Brasil e o mundo, e chegar nas finais de um campeonato deste porte em nossa primeira participação, eliminando o campeão da última edição e um time do porte do Vélez, deve ser valorizado. No entanto, no geral foi um ano ruim”, reconheceu.

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VAI FALTAR DINHEIRO
Financeiramente, acrescenta, a Ponte termina 2013 em equilíbrio, mas terá que ser bem mais criativa em 2014 para sobreviver com um orçamento 70% menor.

“Como chegamos às finais da Sul-Americana e houve grande valorização de alguns atletas, as receitas e despesas de 2013 vão bater com as negociações de Uendel e Rildo, terminaremos no zero a zero. Mas as despesas de 2014 terão de ser reduzidas, vamos atrás de patrocínios”, pontuou. A saída de Rildo (foto) surpreende, mesmo porque ele não é um jogador de alta qualidade, tendo apresentado altos e baixos na Macaca. Rildo se apresentou com o elenco, nesta quinta-feira, mas apenas para manter a forma física.

O presidente garante, porém, que o time será forte. Tomara que não ouça indicações ou pessoas erradas, como ele fez durante a temporada 2013.