Conhecido em Portugal, Mazola Júnior lamenta a morte do ídolo Eusébio
Brasileiro esteve em Portugal como jogador e treinador por mais de dez anos
Belém, PA, 06 (AFI) – O técnico brasileiro Mazola Júnior (foto), hoje no Paysandu, foi mais um a lamentar a morte do craque português Eusébio. Para o treinador, que trabalhou por muito tempo em Portugal, Eusébio foi o “Pelé da Europa”. Não por acaso, o jogador português foi reverenciado pelos quatro cantos do mundo.

“Na minha humilde análise e por ter vivido do futebol por dez anos em Portugal – como jogador e treinador -, atrevo-me a dizer por tudo que ouvi e vi em documentários na TV e por relatos de amigos que jogaram com a Pantera Negra, que Eusébio foi para a Europa o que Pelé foi para o mundo”, disse Mazola em contato com o site Grande Área.
“Com estilo de jogo muito semelhante, instinto goleador, força física diferenciada para a época, ambidestro e estrela, talvez tenha faltado a ele um título mundial pela Seleção Portuguesa para que a sua consagração fosse mundialmente conhecida”, completou o comandante brasileiro.
A relação de Mazola Júnior e Portugal começou ainda em sua época de jogador. Mazola esteve naquela país, pela primeira vez, em 1988, quando defendeu o Portimonense. Ele ainda passou por Mirandela (1989/1990), Sanjoanense (1990/1992) e Agueda (1992/1993).
Quando retornou a Portugal, Mazola Júnior já era treinador. Ele comandou o Marco, em 2003, o Ovarense na temporada 2004/2005 e o Sport Lisboa e Nelas entre 2006 e 2008. Mas Mazola também já esteve na Itália, fez estágio na Espanha e comandou o Kashiwa Reysol (Japão). No Brasil, como treinador, suas maiores glórias foram a frente do Sport entre 2011 e 2012.
Mais de Eusébio:
Grande craque da história do futebol português até o surgimento do fenômeno Cristiano Ronaldo, Eusébio faleceu na madrugada deste domingo em Portugal, aos 71 anos. De acordo com a imprensa do país europeu, a causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória, por volta das 4h pelo horário local.

Nascido em 1942, na África Oriental Portuguesa, na região hoje conhecida como Moçambique, Eusébio surgiu para o futebol no Sporting Lourenço Marques. Em 1960, chegou ao Benfica, clube no qual atuou por mais de 600 vezes, se tornando o grande nome da história do clube e ídolo maior do futebol português.
Apelidado de “Pantera Negra”, aproximou-se da marca de um gol por jogo durante a carreira, a qual encerrou num périplo por clube menores nos Estados Unidos, México, Canadá e Portugal mesmo, entre 1975 e 1980, recusando-se a parar apesar das seguidas operações no joelho esquerdo. Assim, aposentou-se aos 38 anos.
Pela então fraca seleção portuguesa, Eusébio só teve chance de disputar uma Copa do Mundo, em 1966. Na Inglaterra, comandou um time histórico, que eliminou o Brasil e chegou até o terceiro lugar, melhor posição já conquistada por um time português num Mundial. Eusébio foi o artilheiro da competição, com nove gols. O país só voltou a disputar uma Copa em 1986 e, depois, de 2002 para cá.





































































































































