Especial Paulistão: Clubes do interior entram como meros coadjuvantes

Mais uma vez, a FPF fecha os olhos para os clubes do interior e grandes de São Paulo são favoritos

Mais uma vez os times do Interior entram como meros coadjuvantes no Campeonato Paulista, elitizado na “Era Marco Polo Del Nero”, que está na presidência da entidade há 10 anos. Por isso mesmo, nem o mais otimista torcedor destes “pobres”

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Campinas, SP, 17 (AFI) – Mais uma vez os times do Interior entram como meros coadjuvantes no Campeonato Paulista, elitizado na “Era Marco Polo Del Nero”, que está na presidência da entidade há 10 anos. Por isso mesmo, nem o mais otimista torcedor destes “pobres” 16 times, incluindo a Portuguesa, sonha em brigar pelo título contra qualquer dos grandes.

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A Lusa, que ano passado sobrou na disputa da Série A2, voltou como campeã, mas está concentrada na sua luta jurídica para se manter no Brasileirão. Além disso, os seus cofres estão vazios. A Ponte Preta também torce por uma “virada de mesa” na CBF e já avisou que fará do Paulistão “um torneio de experiências” para a Série B.

Os clubes intermediários, como Bragantino, Oeste, na Série B, e Mogi Mirim, na Série C, querem apenas fazer boas campanhas porque estão assegurados no Brasileiro. Outras forças tradicionais caipiras como Paulista, Botafogo e XV de Piracicaba prometem lutar por vagas na Série D, o que vai lhes garantir um calendário anual. O mesmo objetivo têm Linense, São Bernardo e até o novato Osasco/Audax. Os demais vão lutar para evitar o rebaixamento.

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Com mais verba disponibilizada pela televisão e até mais apoio da FPF, os quatro grandes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) entram, mais uma vez, como os favoritos ao título.

Assim como nos próximos anos, os grandes usarão as primeiras rodadas como uma continuação da pré-temporada e, depois, entram com tudo e acabam passando por cima dos clubes do interior por possuírem elencos ricos e com grande massa apoiando.