Blog do Ari: Difícil o pontepretano tolerar tantos erros do presidente Della Volpe

Não dá pra justificar o jogo contra o Ituano com portões fechados

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Vou direto ao assunto: será que agora os conselheiros da Ponte Preta vão começar a pensar em pedir substituição do presidente em exercícios Márcio Della Volpe?

Que tal começarem a pensar seriamente no assunto, e assim que assuma o segundo vice-presidente? Por sinal quem é o segundo vice-presidente? Seja quem for, acho difícil que erre tanto quanto Della Volpe.

Gente, é muita incompetência na presidência da Ponte Preta. De que adianta agora assumir a responsabilidade pelas falhas que implicaram em portões fechados no Estádio Moisés Lucarelli, no domingo, no jogo de estréia contra o Ituano?

Desde 1º de dezembro passado, quando foi realizado o último jogo no Majestoso, diante da Portuguesa, houve tempo de sobra para realização das obras exigidas pela corporação do Corpo de Bombeiros de Campinas. Por que não foram realizadas? Não venham com desculpinhas esfarrapadas.

Quando alguém quer assumir culpa tem que arcar com as conseqüências do ato. Uma sequência de atos falhos, omissão e incompetência não deve ser tolerada.

Se antigamente a cartolagem se constrangia com críticas por falhas e incompetência, hoje elas entram por um ouvido e saem pelo outro, como se nada tivesse acontecido.

Como fica a torcida da Ponte, ávida pelo reencontro com o time? Este é tipo de falha intolerável. Logo, deveria sim ser analisada com critério pelos conselheiros da Ponte, até porque traz prejuízo financeiro ao clube e faz parte de uma coletânea de erros semelhantes que se arrastam há mais de um ano.

Ou alguém se esqueceu que na largada do Paulistão do ano passado a Ponte teve que jogar contra o Mogi Mirim em Americana, porque o seu campo foi vetado pela Federação Paulista de Futebol?

Depois veio o Campeonato Brasileiro e outra incompetência quando programaram obras do túnel do visitante às vésperas do jogo contra o São Paulo, o que provocou interdição daquela dependência no Estádio Moisés Lucarelli.

SUL-AMERICANA

Ao longo da Copa Sul-Americana foi flagrante a falta de habilidade dos dirigentes pontepretanos. O desconhecimento do regulamento implicou naquela sova nos bastidores, com a Ponte perdendo o mando contra o São Paulo na fase semifinal.

Depois, na final, inocentemente eles imaginaram que decisão de título ocorre só no campo de jogo.

Algum dirigente da Ponte foi conferir a capacidade de público do Estádio La Fortaleza, do Lanús, na Argentina?

Duvido que lá caibam 40 mil pessoas. Estive naquele estádio na véspera e no dia do jogo, e no ‘olhômetro’ projeto o limite de público em torno de 35 mil pessoas.

Logo, se o campo do Lanús não atende às exigências do regulamento, teriam que tirar o jogo de lá, ou cada clube seria mandante de seu respectivo jogo.

Ainda no La Fortaleza, no fosso defronte as sociais, a água ficou empoçada mais de um metro de altura até a véspera do jogo, porque as algas fecharam a canalização, e o portal da casa documentou o fato.

Acho que era caso típico de convocação de agentes sanitários argentinos, até porque água empoçada provoca risco de dengue. Alguém foi conferir isso? Claro que não. O clima era de festa no hotel da Ponte, com torcedores em busca de autógrafos e fotografias ao lado dos jogadores.

Ainda naquela final, uma arbitragem à moda da casa durante o primeiro tempo, período em que o Lanús construiu a vantagem. Depois disso, uma arbitragem correta.

MARCUS VINÍCIUS

Digamos que não se deve cobrar competência de Della Volpe pra lidar com assuntos referentes ao futebol porque ele não é do ramo. Convenhamos, entretanto, que é intolerável ele admitir a manutenção de um supervisor incompetente como Marcus Vinícius, após tantos erros cometidos no ano passado.

Portanto, Della Volpe pode ser um bom vendedor, um bom agente de marketing, mas como presidente de clube não é.

Por isso, o presidente afastado Sérgio Carnielli precisa entrar no circuito e dar as cartas.