Blog do Ari: Empréstimo de Rildo foi bom negócio à Ponte Preta?

Forma da transferência do jogador ao Santos divide opiniões

Cabe, sim, discussão sobre a validade do negócio feito pelos dirigentes da Ponte Preta ao optarem pelo empréstimo do atacante Rildo ao Santos até o final do ano.

Como de praxe e com aquela inigualável transparência, os dirigentes explicaram tudo nos mínimos detalhes da negociação, correto?

Claro que não! Errado. Como sempre as coisas não são ditas por inteiro e a interpretação fica por conta do imaginário da reportagem em geral.

Aí são feitas citações em veículos de comunicação de que o valor do empréstimo estaria girando em torno de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões.

Assim, tire as suas conclusões e pronto. Não adianta citar que o correto seria explicação em detalhes de como o negócio foi feito porque seria pedir demais. Diriam que, se muito, isso seria de interesse dos conselheiros e acabou a história.

HIPÓTESES

Seja como for, raciocine se o negócio foi bom pra Ponte Preta de forma geral.

Surgiram informações de que o salário de Rildo estaria girando em torno de R$ 70 mil mensais, e, portanto, fora dos novos padrões salariais definidos no clube.

Digamos que nesta linha de raciocínio a Ponte estaria se livrando do pagamento de uma bolada indesejável ao jogador e ainda seria aberta perspectiva de lucrar uma grana a mais na hipótese de o Santos manifestar interesse pela contratação em definitivo após o empréstimo.

Convencione também a hipótese de o valor do empréstimo ter sido uma ‘merreca’ – bem menos do que R$ 1 milhão e pouco que se supõe – e o Santos aproveitaria o período pra avaliar se de fato compensaria o investimento.

Esta linha de raciocínio nos permite projetar que o jogador também possa não convencer no Santos e voltar desvalorizado à Ponte Preta.

Seja como for, o futebol de Rildo divide opiniões. Há aqueles que não pagariam um tostão furado pelo futebol dele, com justificativa de que é um atacante sem intimidade com o gol, e que nas raras vezes de finaliza pega mal na bola e não sabe cabecear.

Há também uma corrente que interpreta o futebol de Rildo como peça importante para puxar contra-ataques pelo lado esquerdo do campo e que sabe furar bloqueio adversário com jogadas de velocidade e funcionando como garçom de artilheiros.

Exatamente por isso partidários desta segunda opinião até defendiam a permanência do jogador no elenco pontepretano até que surgisse de fato um grande negócio.

Neste fogo cruzado de opiniões, atrevo-me a citar que todos têm razão.