Blog do Ari: Ex-presidente do CD do Guarani pede atenção a dirigentes do passado

Raul Celestino Soares Júnior escreve carta a Rodrigo Ferreira

O ex-presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, Raul Celestino Soares Júnior, escreveu carta ao atual presidente do órgão, Rodrigo Ferreira, solicitando que seja avaliada pelos conselheiros proposta de se considerar dirigentes máximos vitalícios do clube todos aqueles que ajudaram na construção da história, diferentemente da proposta em pauta de avaliação apenas a partir de 2014. Segue abaixo transcrição textual da carta.

Caro amigo

Rodrigo Ferreira demais companheiros Conselheiros,

Infelizmente por motivos profissionais não participei da última reunião e mais uma vez não poderei participar das próximas reuniões de nosso conselho nas quais se fez ajustes finais ao tão sonhando novo estatuto do Guarani, o qual me parece livre de intenções secundárias e casuísticas.

Entretanto um item discriminatório me chamou a atenção: aquele em que secciona a história do clube tornando vitalícios apenas os dirigentes máximos a partir de 2014.

Não podemos deixar de lado ex-dirigentes como Michel Abib, presidente do Conselho Deliberativo entre 1973 e 1977 e que levantou a taça de 1978 como 1º vice-presidente de Ricardo Chuffi, nem de Antonio Tavares Júnior, um dos maiores administradores que o clube teve e que montou um dos melhores times de nossa historia, o de 1982, nem de Carlito Milanês, nem os oito anos difíceis que Carlos Tozzi tão bem soube conduzir, das boas ideias do Dr. Sícoli. Nem pode ser esquecido, caro Rodrigo, a condução de seu próprio mandato enfrentando todas as dificuldades a quais testemunhamos.

Portanto apelo aos colegas conselheiros que votem em destaque: ou todos ex-máximos dirigentes sejam vitalícios ou não deverá haver vitalícios.

SECCIONAR A HISTORIA DO CLUBE JAMAIS

Guardar ressentimento de um ou outro bugrino, excluindo-o da vitaliciedade será prejudicial ao projeto de renascimento do clube que deverá ser iniciado com a proclamação deste novo estatuto.

Termino ainda lembrando que a ação política dos vitalícios em diversos clubes tem sido praticamente inexistente, quer em função da idade dos mesmos ou até mesmos por terem enfrentado toda a dificuldade que o cargo exigiu, fazendo-os que participem por suas experiências como reais conselheiros.

Saudações bugrinas

Raul Celestino Soares Júnior