Seleção do Paulistão CHEVROLET armada no 4-5-1 e técnico milagreiro

Mesmo com o elenco recheado de garotos, Sidney Moraes conquistou a primeira vitória da Ponte Preta

O Campeonato Paulista – PAULISTÃO CHEVROLET – tem um regulamento estranho, mas começou quente, porque cada rodada é uma decisão para todos os times. Não deixa de ser emocionante.

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Campinas, SP, 26 (AFI) – O Campeonato Paulista – PAULISTÃO CHEVROLET – tem um regulamento estranho, mas começou quente, porque cada rodada é uma decisão para todos os times. Não deixa de ser emocionante.

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A Seleção do Futebol Interior está armada no esquema 4-5-1 e tem no comando um jovem treinador, que está passando por um enorme desafio na Ponte Preta. Mesmo assim ele venceu o Audax e ganhou fôlego para continuar seu trabalho diferenciado.


Confira a Seleção Futebol Interior da 3ª rodada do PAULISTÃO CHEVROLET:

Aranha (Santos);

Raul (Paulista), Antônio Carlos (São Paulo), Edimar (Comercial) e Álvaro Pereira (São Paulo);

Edson Felipe (São Bernardo), Liel (Penapolense), Valdívia (Palmeiras), Morato (Mogi Mirim) e Breitener (XV de Piracicaba);

Ademir (Ponte Preta).

Técnico – Sidney Moraes (Ponte Preta)

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Goleiro: Aranha (Santos)
O Santos não jogou bem diante do Ituano, e só não saiu com a derrota, pois o goleiro Aranha estava numa noite inspirada. O goleiro fez, pelo menos, quatro grandes defesas. E quando não conseguiu chegar na bola teve a ajuda da trave. Melhor para o Peixe, que no final marcou com Cícero e saiu de campo com os três pontos.

Lateral-direito – Raul (Paulista)
Uma grata surpresa, principalmente por sua presença em momentos decisivos. Fez o cruzamento para um gol e deu o passe para o lance do segundo gol, de pênalti, ambos marcados por Deivid Batista. Mesmo assim o time de Jundiaí perdeu para o Botafogo, por 4 a 2, num jogo eletrizante.

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Zagueiro: Antônio Carlos (São Paulo)
Se o ataque do São Paulo não fez muita coisa, Antônio Carlos se encarregou de balançar as redes adversárias. O zagueiro-artilheiro mostrou um grande tempo de bola e marcou os dois gols na vitória suada sobre o Oeste, por 2 a 1. Lá atrás, não teve muito trabalho, já que o Rubrão pouco produziu.

Zagueiro – Edimar (Comercial)
Peça fundamental no esquema defensivo armado pelo técnico Toninho Cecílio, que surpreendeu o Bragantino, em Bragança Paulista, por 3 a 1. Não deixou passar nada e foi importante para a primeira vitoria do Bafo na competição. Um alívio, afinal vinha de derrotas para o Mogi Mirim, por 2 a 1, e para o Palmeiras, por 2 a 0.

Lateral-esquerdo: Álvaro Pereira (São Paulo)
A lateral vinha sendo um problema do São Paulo desde o ano passado, mas parece que a diretoria finalmente achou a solução com a contratação de Álvaro Pereira. O uruguaio fez sua estreia neste domingo e não decepcionou. Ficou até a metade do segundo tempo em campo e ainda conseguiu dar assistência para Antônio Carlos marcar o segundo gol da vitória sobre o Oeste.

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Volante: Edson Felipe (São Bernardo)
O São Bernardo jogou com inteligência e mereceu a vitória sobre o Corinthians, por 1 a 0, em pleno Pacaembu. Boa parte a isso se deve a atuação de Edson Felipe, que foi o “motorzinho” do meio-campo Bernô. Ajudou na marcação e chegou várias vezes na frente, com finalizações perigosas. Ainda sofreu um pênalti não assinalado pelo árbitro.

Volante: Liel (Penapolense)
O Penapolense vinha de duas derrotas e alguma coisa tinha que mudar. Narciso surpreendeu com algumas alterações no time titular e Liel foi uma delas. A estrela do treinador brilhou logo aos dois minutos, quando o volante apareceu entre os zagueiros para fazer o gol da vitória. Ele também fez sua parte no meio-campo, não dando espaços para os adversários.

Meia: Morato (Mogi Mirim)
Foi uma das surpresas do técnico Ailton Silva na partida deste domingo e deu conta do recado. Assumiu a camisa 10 com personalidade e arriscou vários chutes de fora da área que assustaram o goleiro Cristiano. Foi seu o gol que abriu o placar sobre o Linense. Morato ganhou na velocidade, cortou o zagueiro Alex Moraes e bateu com categoria no canto.

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Meia – Valdívia (Palmeiras)
Quando quer jogar está com vontade não tem para ninguém. É difícil encontrar um meia tão técnico e habilidoso como o chileno, que o diga o meio-campo do Atlético Sorocaba. Os marcadores sorocabanos não encontraram o camisa 10 e pagaram o preço, pois o Verdão aplicou uma impiedosa goleada por 4 a 1 neste domingo.

Meia: Breitner (XV de Piracicaba)
O garoto emprestado pelo Santos aproveitou muito bem a chance e a moral dada pelo técnico Edison Só. Além de jogar bem, ele ainda participou diretamente na jogada que resultou no gol marcado por Danilo Sacramento, na vitória do Nhô Quim sobre a Portuguesa, por 1 a 0, no Barão da Serra Negra.

Atacante: Ademir (Ponte Preta)
A inércia de Alemão no ataque vinha irritando os torcedores. Foi quando o técnico Sidney Moraes colocou o prata da casa no lugar do camisa 9. Com muita vontade, Ademir mudou a cara do jogo e incomodou os zagueiros do Audax, sendo recompensado com um gol. Aos 32, Rossi deu lindo lançamento, Ademir ganhou na velocidade e chutou na saída do goleiro. Tendo como ídolo o italiano e polêmico Balotelli, o jovem já conquistou os torcedores pontepretanos.

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Técnico – Sidney Moraes (Ponte Preta)
Com um elenco inferior a 20 jogadores, muitos deles ainda da base, a Ponte Preta é um dos clubes que menos investiu para o Paulistão Chevrolet. Quer fazer da competição um laboratório, mas acreditar em antigas promessas como Adrianinho e então no recuperado Ferrugem é subestimar a inteligência da torcida, que chama sua diretoria de Terceira Divisão.

Mesmo assim, Sidney Moraes juntou os cacos, reuniu o grupo e cobrou de todo união e disposição. Com isso deu moral para quem jogou, alguns fora de forma, e acabou dando chances para os garotos que buscam um lugar ao sol. Rossi e Ademir entraram em campo no segundo tempo. O primeiro deu o passe em profundidade para Ademir dar um belo arranque e marcar o gol da vitória sobre o Audax.

Sidney Moraes mostrou qualidades, foi corajoso, arrojado e deu sorte. Foi pé quente. Ele arriscou tudo porque uma derrota poderia custar a sua cabeça, a prêmio pelos mesmos dirigentes incompetentes.