Segundona: Dívidas e salários atrasados podem prejudicar XV de Jaú

Segundo informações, esse valor gira em torno de R$ 420.000,00 de dívidas contraídas em 2013

O ano de 2014 já começou com tudo no mundo do futebol, mas a diretoria do XV de Jaú ainda não decidiu o planejamento do clube para este ano.

Jaú, SP, 29 (AFI) – O ano de 2014 já começou com tudo no mundo do futebol, mas a diretoria do XV de Jaú ainda não decidiu o planejamento do clube para este ano. Na noite da última terça-feira, aconteceu na sede Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do município, a primeira reunião em relação ao futuro do Galo da Comarca.

O presidente do Conselho Deliberativo do clube, Ari Milton Campanha, acompanhado pelos membros Daniel de Souza e Adão Levorato, estiveram em contato com membros da diretoria do XV, dentre eles o presidente Ivo Ferraz, além de Adib Geraldo Jabur e um do vice-presidente Hildebrando.

Ele era o único, já que os outros dois vices pediram licença do cargo em março de 2013. Quem também estava no local foi o diretor jurídico Cristiano Madella. Depois de uma hora de reunião, apareceram os empresários Paulinho Rivelino , Ivan Cassaro e o advogado Zanatto.

O conteúdo do encontro era priorizar as finanças do time, que está muito inflacionada. Segundo informações, esse valor gira em torno de R$ 420.000,00 de dívidas contraídas na temporada de 2013, que na época era gerida pelo presidente Ivo Ferraz.

Sem contar com o Refis, que foi realizado na administração do ex-Presidente José Antonio Construtor de Oliveira, e está com o pagamento atrasado desde os últimos meses da antiga administração. Na ponta do lápis, a dívida iria para R$ 613.000,00. O presidente Ivo Ferraz foi indagado sobre como resolveria todos estes débitos e ainda como faria para manter o time na ativa em 2014.

A respostado foi de que até o final do mês de janeiro, o clube faria os pagamentos de todos os funcionários que estão com salários atrasados, desde setembro do ano passado. O grande objetivo do XV de Jaú é a disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Dívidas na FPF
Mas para que isso ocorra de forma tranquila, o clube teria que quitar suas dívidas e ainda acertar com a própria Federação Paulista de Futebol (FPF), a multa que foi obtida ano passado, quando o time abriu os portões do Estádio Zézinho Magalhãe, na estreia contra o Pirassununguense.

Na ocasião, por falta de laudo, o estádio estava interditado pela FPF. A diretoria, preocupada em poder proporcionar ao público local, o livre acesso as arquibancadas, trabalhou muito e na última hora, não conseguiu o aval para que isso acontecesse. E mesmo sem autorização do Ministério Público (MP), ou da entidade máxima do futebol paulista, chegou a abrir os portões do Estádio Zezinho Magalhães.

Mais para a FPF, essa atitude foi irregular, por isso, o XV foi penalizado com uma multa de R$ 800,00, enquanto que o presidente foi multado em R$ 400,00. No Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), um procurador achou a multa branda e aumentou o valor. Com isso, a dívida passou para R$ 40.000,00 – parte do mandatário – e R$ 60.000,00, ao clube.

O presidente Ivo Ferraz entrou com um pedido para diminuir a pena no STJD, no Rio de Janeiro, mas a entidade manteve os números. E para este ano, o presidente prometeu aos membros do conselho, que até o final de fevereiro estaria resolvendo todos os problemas financeiros do clube, bem como o FGTS, INSS, rescisão de jogadores, contas de luz e água, além dos salários da comissão técnica.
Ivo confirmou que a comissão técnica será a mesma do ano passado. Quem vai dirigir o time vai ser o técnico Doriva Bueno, juntamente com o preparador de goleiros Ítalo Baraldi. Outro problema vai ficar por conta de um novo preparador físico. Já que Carlos Suriano retornou para o Japão.