Nacional-URU x Grêmio - Tradição e rivalidade no 'Grupo da Morte'!

Duas torcidas fanáticas, dois times copeiros e cinco títulos da Copa Libertadores em campo nesta quinta-feira

É com este pano de fundo que o Grêmio estreia no torneio continental, onde busca sua terceira taça, contra o Nacional-URU, nesta quinta-feira, às 22h15, no Estádio Parque Central, em Montevidéo (Uruguai).

0002048157757 img

Porto Alegre, RS, 12 (AFI) – Duas torcidas fanáticas, dois times copeiros e cinco títulos da Copa Libertadores em campo. É com este pano de fundo que o Grêmio estreia no torneio continental, onde busca sua terceira taça, contra o Nacional-URU, nesta quinta-feira, às 22h15, no Estádio Parque Central, em Montevidéo (Uruguai).

Embora estejam entre os principais campeões da competição, tanto o Tricolor como o time uruguaio sonham em acabar com o jejum de taças. Campeão em 1983, o Imortal levantou seu último troféu em 1995, quando era comandado pela dupla Jardel e Paulo Nunes. Já os “Albos” foram campeões pela última vez, em 1988. Antes, estiveram no topo em 1971 e 80.

0002048157757 imgEm 2013, Tricolor decepcionou

O Grêmio espera não repetir a decepção de 2013. Com um time caro, formado por jogadores como Dida, Cris, André Santos Elano, Zé Roberto, Barcos, Vargas, Kléber Gladiador e, claro, Vanderlei Luxemburgo, os gaúchos morreram nas oitavas-de-final contra o Santa Fe-COL. Hoje, com uma folha mais modesta, o time espera, enfim, ser campeão.

O Nacional também deu vexame na temporada passada. Após liderar um grupo que tinha Boca Juniors-ARG, Toluca-MEX e Barcelona-EQU, os “Albos” caíram nas oitavas contra desconhecido Real Garcelaso-PER. Curiosamente, os peruanos seriam eliminados pelo Santa Fe, ou seja, os caminhos de brasileiros e uruguaios já estavam traçados.

Para apimentar ainda mais o duelo, os dois adversário integram o Grupo 6, considerado o “grupo da morte” desta edição. Afinal, além dos dois tradicionais, a chave ainda conta com o Newell’s Old Boys, semifinalista em 2013, e o Atlético Nacional, atual bicampeã colombiano.

0002048157759 imgBarcos quer um time guerreiro

Se não lutar…
Um dos remanescentes do elenco estelar de 2013, o argentino Barcos já indicou qual a receita para evitar um novo papelão. Como um bom e velho argentino, o camisa 9 tricolor deu mostras do porquê os times argentinos costumam dominar os torneios continentais, mesmo tendo menores orçamentos que os times brazucas.

“A Libertadores de 2013 serviu para nos mostrar que não se ganha só no nome ou na camisa. Se não lutarmos muito, vai ser muito difícil conquistar algo. Precisamos mostrar dentro de campo que temos um time competitivo”, destacou Barcos.

Se contar com Kléber, lesionado, o técnico Enderson Moreira deve montar uma formação mais cautelosa. O time terá três volantes, com Edinho, Riveros e Ramiro. O veterano Zé Roberto e Luan terão a incumbência de abastecer o único atacante Barcos.

Armas em campo
Após terminar o Torneio Apertura 2013 na terceira posição, o Nacional começou voando no Torneio Clausura neste ano. Nas duas primeiras rodadas, foram duas vitórias: 2 a 0 no Racing e no Rentista. Por isso, divide a ponta com o pequeno Fenix.

0002048157761 imgImortal vai encontrar um caldeirão

Para surpreender o Grêmio, o técnico Gerardo Pelusso tem algumas armas. Uma delas é o caldeirão para 25 mil lugares que é o acanhado Parque Central. Outra é o seu conhecimento sobre o time gaúcho. Ele garante ter estudado a fundo o adversário, que tem um velho conhecido: Riveros, com quem trabalhou na seleção paraguaia.

Hoje, os dois pilares de Pelusso são dois veteranos da bola. No gol, o treinador conta com Munúa, de 36 anos, que acumula passagens por La Coruña-ESP, Málaga-ESP, Levante-ESP e Fiorentina-ITA. No ataque, há Iván Alonso, 34, que já jogou por Alavés-ESP, Murcia-ESP e Espanyol-ESP, além de ter marcado os dois gols da vitória sobre o Rentista.