Treinador brasileiro enfrenta desafio no Qatar
Alexandre Gama comentou como está sendo dirigir um clube da segunda divisão local
Alexandre Gama já teve inúmeros momentos inusitados e experiências marcantes em sua carreira como treinador de futebol. Por certo, a maior de todas foi participar da comissão técnica da seleção nacional da Coréia.
Campinas, SP, 15 (AFI) – Alexandre Gama já teve inúmeros momentos inusitados e experiências marcantes em sua carreira como treinador de futebol. Por certo, a maior de todas foi participar da comissão técnica da seleção nacional da Coréia. Mas as experiências em Portugual como atleta, nos Emirados como treinador e num Fluminense recheado de craques, são de uma mesma importância para este treinador da nova geração que mostra estar aumentando sua aceitação do mercado.
Gama estava até o inicio do ano no Duque de Caxias, onde montou uma estrutura de equipe e ajudou em contratações. Porém, um projeto de treinar um time no Qatar, mesmo que da segunda divisão, o Al Shahania Sports Club, o animou o suficiente para um novo desáfio. Gama falou da capital do Qatar, Doha, sobre este momento e outros assuntos.

Como está a vida no Qatar?
Está sendo um período de adaptação mas as coisas funcionam aqui. Estou feliz e fazendo um inicio de trabalho. A cidade é muito típica do oriente médio, com costumes e hábitos da região. Mas eu me adapto tranquilo.
O clube é bom? Tem chances de subir?
A estrutura é muito boa e nossa equipe está no nível dos outros. Podemos melhorar. Nossa equipe está em segundo lugar e Acredito no acesso. Já fiz dois jogos e não venci ainda. Amanha (sábado) temos um jogo importante para nos mantermos nesta luta. Até abril vamos lutar para subir e formar um time competitivo.
É um mercado bom de se trabalhar? Como é o campeonato?
O mercado árabe sempre é mito bom mas de uns tempos para cá os campeonatos têm estados mais organizados e chamando a atenção de muita gente. O Qatar vai sediar uma copa e tem se esforçado para ter uma ótima liga. Por isto é muito bom e tem sido atraente para os estrangeiros vir a Doha.
O campeonato tem duas divisões e como no Brasil, sobem dois e descem dois. Viagens curtas e estádios ótimos. A temperatura atrapalha um pouco mas quando estreei choveu e fez frio.
E a sua saída do Duque de Caxias? Como foi?
Tranquila. O pessoal de lá entendeu que a proposta para o Qatar era muito boa. Sei que foi num momento difícil por ser antes do carioca, mas tinha que aceitar. Gosto dos diretores e das pessoas do clube e torço que saiam desta posição complicada hoje no campeonato.
É difícil trabalhar no Brasil?
Sim, é. Principalmente porque as chances são poucas. O mercado fica na mão de alguns e muitos profissionais qualificados ficam fora e não tem chance. Eu fiz um bom trabalho no Madureira de 2013, fiquei entre os três melhores treinadores do carioca e nenhuma proposta apareceu. Por isto o exterior continua e continuará sendo uma opção prioritária.





































































































































