Opinião Silvio Gumiero: Baluarte voltou a respirar
Esta não é uma coluna de ficção. Qualquer semelhança ente Baluarte e o Imperador não é mera coincidência
Em 2011, eu escrevi uma coluna com o título “O vestiário, o treinador e o jogador”. Nela eu comentei sobre o fim da carreira de Baluarte, um grande centroavante. Eu o vi jogar pela primeira vez no Flamengo, quando Gilmar Rinaldi era o gerente de futebol. Fiquei encantado com o seu porte físico, agressividade em direção ao gol, chute certeiro, enfim um jogador com futuro de sucesso.

Aliás, Gilmar foi o seu procurador durante toda a sua carreira. Do Flamengo, Baluarte foi para a Itália, jogar na Inter de Milão. Foi tão bem que ganhou um apelido, como também ganhou Ronaldo Nazário, o Fenômeno. Várias passagens pela Seleção Brasileira, inclusive conquistando um título de campeão sul-americano, onde foi realmente o baluarte do time.
Na Copa do Mundo de 2006, formou o quarteto mágico com Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Kaká. Jogou também no São Paulo, onde foi artilheiro, na Roma e voltou ao Flamengo para conquistar o Campeonato Brasileiro. Encerrou a sua carreira no Corinthians, quando o treinador Tite deu um basta para o seu desvio de conduta. Baluarte também tentou voltar a jogar no Flamengo, mas desistiu.
Estava sumido, fora dos holofotes, da mídia esportiva. Por intermédio de uma empresa de marketing esportivo e gerenciamento de carreira, foi aceito no Atlético Paranaense. O seu contrato é de risco. Se jogar ganha, senão neca de pitibiriba. Foi inscrito para disputar a Libertadores na última hora e entrou em campo contra o The Strongest da Bolívia. Jogou os oito minutos finais e ao ser entrevistado já falou em voltar à Seleção.
Baluarte, ex-grande craque: você voltou a respirar, mas para ressuscitar para o futebol é preciso percorrer um caminho muito longo, dificultoso e de grandes desafios, inclusive na vida particular. Penso que não vai dar. Infelizmente para você, para a Seleção e para os amante do bom futebol arte.
Esta não é uma coluna de ficção. Qualquer semelhança ente Baluarte e Adriano, o Imperador, não é mera coincidência.





































































































































