Opinião Marcelo Gotti: Mogi Mirim Esporte Clube, o time Kinder Ovo

O técnico Ailton Silva esconde as escalações e abusa da improvisação

0002048160272 img

Mogi Mirim, SP, 19 (AFI) – A cada jogo, uma supresinha diferente. Este é o Mogi Mirim no Campeonato Paulista. É rotina do técnico do Sapo, Ailton Silva, esconder escalação, treinos e promover alterações no time para tentar surpreender os adversários.

Na maioria das vezes, a opção de esconder o jogo não deu certo. A surpresa acabou sendo do técnico, presenciando um rendimento ruim de sua equipe e obtendo maus resultados dentro de campo.

Quando achamos que o Mogi vai ganhar um padrão de jogo no Paulistão, eis que surge o Kinder Ovo Mogi e somos surpreendidos com alterações de cair o queixo. O maior exemplo foi à escalação do Sapão da Mogiana contra o XV de Piracicaba.

Quando todos esperavam a presença de Rivaldo no meio-campo, Ailton Silva, de forma surpreendente mudou tudo. Aliás, mudou várias vezes a escalação do Sapo antes da partida contra o XV, segundo informações de bastidores.

0002048160272 img

A pré-escalação do Mogi virou um “rabisqueiro” só. A todo o momento, entrava e saia jogador da lista dos considerados titulares. O que pretendia o treinador do Sapo? Surpreender o poderoso Nhô Quim? Ou se recuperar do baile tomado em Ribeirão Preto, na derrota para o Botafogo pelo placar de 3 a 1?

Uma coisa é certa: colocar três atacantes e dois deles com as mesmas características dentro de campo não rendeu frutos. Além de tudo, o atacante Magrão, após uma entorse no tornozelo, voltava de um grande período de recuperação. Rivaldinho, filho do presidente Rivaldo, até que merecia uma oportunidade de entrar como titular pelas boas apresentações dos últimos jogos.

Mas qual atleta foi o responsável de articular as jogadas no meio-campo? Respondo sinceramente: não sei. O lateral-direito Edson Ratinho, que agora atua no meio-campo não tem esta característica. O jogador gosta de ser agudo, de chegar ao ataque.

O que dizer então dos volantes Magal e Elanardo. São marcadores natos e não produtores de jogadas ofensivas. O meio-campo do Sapo ficou então órfão de um camisa 10 e Rivaldo no banco de reservas. Mesmo destino do experiente atacante Fernando Baiano, que esquentou banco de Magrão. Como entender isso?

Infelizmente as escolhas e surpresinhas de Ailton Silva contra o XV de Piracicaba não deram certo. Sem criatividade, o Mogi ficou refém de jogadas esporádicas de Edson Ratinho e Serginho. No segundo tempo, com a entrada de Rivaldo, as coisas melhoraram e o Mogi chegou até ao seu gol.

Será que é hora de experimentos e testes no time? Vamos entrar na 10ª rodada do Paulistão e o Mogi não assegurou nenhum dos objetivos traçados: não escapou do rebaixamento para a Série A2 e também não tem a classificação encaminhada para a próxima fase do Paulista.

Se o técnico Ailton Silva vai cair do comando do Mogi, tenho quase certeza que não. Respeito o profissional, mas não tenho que concordar com suas atitudes em relação às escalações do Sapo. Na minha opinião, muitas vexes equivocadas.

Daqui em diante espero que o Kinder Ovo Mogi não traga tantas surpresas. Se isso ocorrer, a coisa vai desandar.