Copa 2014: Arena das Dunas recebe selo por inclusão social de apenados na construção

Selo "Começar de Novo" é homenagem pelo equipamento potiguar ter sido o que mais empregou apenados

A Arena das Dunas recebe no domingo o selo "Começar de Novo", entregue pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por ter sido o equipamento construído para a Copa do Mundo 2014 com maior número de operários contratados entre presos

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Natal, RN, 21 (AFI) – A Arena das Dunas recebe no domingo o selo “Começar de Novo”, entregue pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por ter sido o equipamento construído para a Copa do Mundo 2014 com maior número de operários contratados entre presos, cumpridores de medidas alternativas e egressos do sistema carcerário, no programa “Novos Rumos”.

Durante os dois anos e meio de construção, chegaram a ser empregados 149 apenados, alguns por mais de dois anos. A homenagem do CNJ tem como intenção valorizar o trabalho feito pela construtora com o oferecimento de nova oportunidade de emprego para aqueles que já cumpriram algum tipo de pena.

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“Esses operários corresponderam às expectativas, trabalhando com regularidade, acompanhamos essa atuação de perto e não foi preciso montar nenhum esquema de segurança ou interferência, o que demonstra que outras empresas podem seguir este importante exemplo da construtora OAS”, diz o juiz Gustavo Marinho, coordenador do programa “Novos Rumos”.

Administrada pela OAS Arenas em uma Parceria Público-Privada (PPP) com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a Arena das Dunas já promoveu outras iniciativas sociais, como formação de monitores (no programa “Gols para uma vida melhor – Dando oportunidade a jovens em risco), alfabetização de funcionários, cursos de inclusão digital para funcionários, familiares e a comunidade e seminários.

Pelo trabalho de responsabilidade social, o equipamento potiguar tem certificação SA 8000, do Bureau Veritas, por ter operacionalizado e combatido os seguintes requisitos: trabalho infantil, trabalho escravo, compensação, saúde ocupacional, segurança, liberdade de associação e direito à negociação coletiva, discriminação, práticas disciplinares, horário de trabalho, remuneração e sistema de gestão da obra.