Blog do Ari: Guarani é um time aplicado, mas falta atacante de área
Com alguns ajustes, a equipe ‘briga’ em condições de acesso ao Paulistão
Enfim, voltamos a ver o Guarani em campo através das imagens da Rede Vida de Televisão. Creio que como eu, você tem parâmetros pra comentar sobre a busca pelo acesso do time bugrino após o empate por 1 a 1 diante do Mirassol, na manhã deste sábado, no campo do adversário.
Parafraseando o personagem Juca Pirama, interpretado pelo ator global Luiz Gustavo, aviso: ‘meninos eu vi’. Vi um Guarani aplicado na marcação, bem condicionado fisicamente, porém sem criatividade para trabalhar a bola. E nas ocasiões em que era esticada para o contra-ataque, foi notória a falta de continuidade dos atacantes naqueles lances.
Apesar disso, o Bugre ameaçou o Mirassol em três ocasiões ao longo da partida e converteu uma delas através do lateral-direito Jefferson Feijão, que tentou fazer o cruzamento, a bola resvalou em um adversário e traiu o goleiro o goleiro Alex Santana, exatamente aos 45 segundos de jogo no segundo tempo.
A descrição das outras duas chances é resumida assim: após cobrança de falta e cabeçada mortal do zagueiro Gustavo Bastos, o goleiro Alex praticou defesa difícil, igualmente no segundo tempo. E na primeira fase, mesmo caído, Fabinho finalizou e a bola passou rente ao poste do time adversário.
CHORADEIRA
Se as jogadas agudas de ataque do Guarani se resumiram a isso, como pode, então, o treinador bugrino Mário Fernandes citar à reportagem da Rede Vida que “a gente teve muitas oportunidades e não soube aproveitá-las”, durante o intervalo?
Também improcedente foi à acintosa reclamação de Fernandes em relação à arbitragem, e esta choradeira tem contaminado os boleiros bugrinos, que desnecessariamente cercaram o juizão após o encerramento do primeiro tempo. Um erro de uma faltinha não marcada aqui ou acolá, para ambos os lados, está rigorosamente dentro da normalidade no futebol.
Afora isso, tem-se que reconhecer que, apesar das limitações técnicas do time bugrino, o seu treinador consegue colocar em prática um forte esquema de marcação, de forma que o adversário encontra dificuldades de penetração.
LATERAIS DO MIRASSOL
Do outro lado, no banco do Mirassol, o estudioso treinador Luiz Carlos Martins protagonizou um duelo tático com Fernandes.
No primeiro tempo, Martins fez questão de ‘bater’ laterais de seu time com laterais bugrinos. E a sua estratégia foi mais bem sucedida porque conseguiu segurar os laterais bugrinos Jefferson Feijão e Jefferson devido à ousadia de Arnaldo e Bruno Recife ao se mandaram ao ataque.
E trabalhando a bola pelos lados do campo o Mirassol chegou incontáveis vezes perto da área bugrina, porém sempre se esbarrando no plano de marcação montado por Fernandes.
Claro que as descidas dos laterais do Mirassol propiciavam ao Guarani a opção de jogar nas costas deles. E isso foi feito. Os atacantes Fabinho e Robinho até recebiam bola esticada para explorarem o contra-ataque, mas ambos não davam continuidade às jogadas. Ora perdiam na tentativa de drible, ora havia erro no passe ao companheiro. E para agravar a situação, os meio-campistas bugrinos ficavam muito distantes dos atacantes, e raramente apareciam por trás para complementação das jogadas.
ENFRAQUECIMENTO
Claro que no segundo tempo o lateral-esquerdo Bruno Recife, do Mirassol, já não teria pernas para sucessivos avanços e resguardaria mais a posição. Ciente disso, Feijão se mandou ao ataque e na primeira escapa pelo setor naquele período marcou o gol bugrino. E continuou atacando até sentir a perna e provocar substituição. Aí mudou a fotografia do Guarani pelo setor. Medina entrou muito mal na partida. Não atacou, nem defendeu.
A rigor, foi nítido o enfraquecimento do ataque do Guarani com as saídas de Fabinho e Roninho para entradas respectivas de Andrey Nunes e Esquerdinha. Aí o time sumiu ofensivamente.
Com aquele panorama, era natural que o Guarani optasse para se defender e tentasse sustentar o empate, enquanto o Mirassol procurou pressionar desde o início do segundo tempo.
Por sorte, o gol de empate do time da casa surgir logo aos dois minutos daquele período, reflexo de uma falha do goleiro bugrino Léo ao espalmar a bola para o interior de sua área, quando o correto seria o desvio para escanteio. Aí, o zagueiro Daniel Gigante marcou o gol de empate.
O predomínio territorial do Mirassol só implicou em situações claras de gols em dois lances que o goleiro Léo se redimiu parcialmente de sua falha, ao praticar duas defesas difíceis, uma delas no último minuto de partida.
CENTROAVANTE
O Guarani terminou a partida correndo mais, enquanto o time do Mirassol já se arrastava em campo nos dez minutos finais.
Além da cobrança de mais qualidade para organização de jogadas, está clara a carência do Guarani de um atacante de área. Assim, o investimento precisa ser feito de imediato, para que se aumentem as chances de acesso ao Campeonato Paulista da Série A1.





































































































































