Guarani sofre acidente de percurso; torcida do XV atrapalha o time
Com liberdade para jogar, meia Ganso é um dos destaques do São Paulo
Breve enfoque para dois jogos da rodada desta quarta-feira. O inesperado empate do Guarani por 1 a 1 diante do Itapirense, em Bragança Paulista, e a vitória do São Paulo sobre o XV por 3 a 1, de virada, em Piracicaba.
Sobre os dois pontos perdidos pelo Guarani, não tenho habilitação para comentá-los porque não pude assistir à partida. Digamos que foi um acidente de percurso que faz parte da caminhada.
Então, que se avaliem os erros e não percam o foco de possibilidade de acesso.

Se hoje o Bugre caiu para a sétima colocação no Campeonato Paulista da Série A2, amanhã pode perfeitamente se recuperar, principalmente conquistando estes pontos perdidos na condição de visitante. É notório o nivelamento técnico dos clubes que integram a divisão. Portanto…
Você que esteve em Bragança, fale por nós aquilo que ocorreu com o time bugrino. Seja, mais uma vez, o nosso comentarista.
Ao ouvir a transmissão do jogo pela Rádio Central, o narrador Alberto César informou a morte do ex-repórter Loureiro Neto, que marcou época na radiofonia do Rio de Janeiro na dobradinha feita com Kleber Leite na Rádio Globo, em jogos transmitidos pela dupla Jorge Cury e Valdir Amaral.
TORCIDA TAMBÉM ATRAPALHA
Após a vitória do São Paulo sobre o XV por 3 a 1 repórteres buscavam explicações com os jogadores do Tricolor paulistano sobre os motivos de rendimento distinto do time nas duas fases do jogo.
Pergunta boba. Foi o típico jogo em que a torcida quinzista atrapalhou o time. Ficou pedindo substituição na vã ilusão de pressão sobre o São Paulo, para ganhar o jogo, e o tiro saiu pela culatra.
Se o experiente treinador do XV, Edison Só, sabe perfeitamente das limitações técnicas de seus reservas, por que preferiu fazer média com a torcida ao colocar em campo os inexpressivos Adilson e Jean Carioca?
Pronto. Parecia que o XV ficou com nove jogadores em campo, com o agravante da variação do esquema 4-4-2 para 4-3-3.
Aí, a forte pegada quinzista do meio de campo do primeiro tempo desapareceu. Com o setor desguarnecido, o São Paulo passou a ter liberdade, principalmente o meia Paulo Henrique Ganso que entrou aos 12 minutos do segundo tempo. Foi o bastante para que ele enfiasse duas bolas e assim ajudasse o São Paulo a decidir a partida.
REPÓRTER
Se circunstancialmente Ganso ‘roubou’ a cena, não precisava um repórter de televisão quase ser ‘atropelado’ pelo jogador ao cercá-lo para implorar-lhe uma entrevista após o jogo. Coisa feia! Se o jogador não quer falar, tudo bem.
É prudente se fazer esta observação sobre o rendimento de Ganso nesta partida porque os mesmos que hoje lhe enchem a bola vão alfinetá-lo quando receber dura marcação e desaparecer em campo no próximo jogo.
É preciso ressaltar que as circunstâncias da partida lhe foram favoráveis.
Evidente que Ganso não desaprendeu jogar futebol. O problema é que bem marcado some, sequer chega às proximidades da área adversária.





































































































































